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Futebol
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César Peixoto veio a público esclarecer a polémica que envolveu as suas palavras a Bruno Lage, após a partida entre o Gil Vicente e o Benfica. O treinador garantiu que a sua declaração foi apenas um gesto de cordialidade e que a situação foi exagerada. Durante a conferência de imprensa, Peixoto usou uma desculpa sem nexo e referiu que... diria o mesmo a Rui Borges, técnico do Sporting.
"Meteram-me numa guerra que não é minha. O problema não sou eu, mas a cultura desportiva em Portugal. Fui educado, a minha espinha dorsal é assim, não vou mudar em função de redes sociais ou opiniões. Disse ao Bruno o que diria ao treinador do Sporting", afirmou o treinador, garantindo que a sua intenção nunca foi criar controvérsia.
A frase que gerou o tumulto foi simples, mas suficiente para incendiar os comentários: "Espero que sejas campeão". Peixoto confirmou o que disse, mas minimizou a importância do momento. "A verdade é que isso não me diz nada. Não vou alterar a minha postura enquanto homem, sou muito honrado. Este ano, em outro clube (Moreirense), tirei pontos ao Benfica e ainda proferi declarações no final a dizer que não nos deixaram ganhar. Levei multa e fui castigado", recordou.
O treinador também rebateu as insinuações de favoritismo clubístico. "Na Luz, disse que houve um penálti a nosso favor. Se fosse benfiquista, não falava. Sinceramente, não sei qual é o problema. Foi uma frase de cordialidade, de simpatia. Repito, esta é uma guerra que não é minha", reforçou o antigo jogador do Benfica, garantindo que, se voltasse ao momento, repetiria exatamente as mesmas palavras a Bruno Lage.
A situação gerou muitas críticas e comentários, e Peixoto, por sua vez, prefere manter-se fiel à sua forma de estar, sem se deixar influenciar por pressões externas. No entanto, sabendo o histórico do treinador, os adeptos leoninos não acreditam nas suas palavras. O treinador do Sporting já deixou algumas declarações face ao comentário polémico do antigo jogador da equipa encarnada.
Jornalista e comentador do programa Record na Hora analisou percurso do pilar do Clube de Alvalade e acusa-o de não assumir o risco
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Rafael Soares, jornalista e comentador no programa Record na Hora, fez duras críticas à abordagem tática de Rui Borges no comando do Sporting, apontando que a equipa tem demonstrado uma mentalidade "bastante conservadora". Em declarações fortes ao canal NOW, Soares afirmou que o treinador tem optado por sistemas e substituições que, na sua opinião, não refletem a confiança necessária para a equipa crescer.
"Tem tido uma mentalidade muito conservadora. Joga com três centrais, joga numa linha de quatro, voltou a ser visível e parece não haver muita confiança em Harder", afirmou Rafael Soares, referindo-se às escolhas de Rui Borges em relação ao sistema tático e à gestão de jogadores. Para o comentador, a substituição de Harder foi um exemplo claro disso, já que o jogador só entrou tarde em campo, mesmo após uma primeira parte pouco convincente da equipa.
Soares também não poupou críticas ao facto de Rui Borges ter recuado muito as linhas após marcar, e apontou para um meio-campo que, segundo ele, não tem contribuído de forma eficaz para o jogo ofensivo da equipa. "Ontem havia um meio campo que já não dava assim tanto ofensivamente, Debast e Eduardo Felicíssimo", disse Soares, destacando um dos pontos fracos do sistema implementado por Rui Borges.
Apesar do sistema 3x4x3 ter proporcionado bons resultados ao Sporting, incluindo a conquista de cinco vitórias consecutivas, o jornalista questiona a filosofia por trás dessa abordagem. "A mentalidade conservadora não se explica com as opções que tu tens, explicas com aquilo que tens na tua cabeça e com aquilo que queres para a tua equipa", afirmou, deixando claro que, para ele, o treinador está a travar a evolução do conjunto com decisões táticas e de gestão de jogadores.
Rui Borges começou a temporada apostando no sistema 4x4x2, mas rapidamente voltou ao sistema 3x4x3, que tinha sido utilizado por Ruben Amorim, após perceber que os jogadores se sentiam mais à vontade com essa formação. No entanto, Rafael Soares parece não ver os resultados dessa mudança como suficientes para silenciar as críticas à mentalidade do treinador, alertando para a necessidade de maior ousadia e confiança nas suas escolhas. Rui Borges, recordo-lhe que recentemente, tem lidado com o problema que já tinha quando chegou ao Sporting: a ala do lado direto da equipa, posição da qual muito se tem comentado.
Avançado de 17 anos da equipa leonina marcou ao fim de vários jogos; Encontro dos verdes e brancos na 27.ª jornada pôs fim a longo período
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Geovany Quenda colocou um ponto final a um longo jejum de golos no último sábado, ao assinar o segundo golo do Sporting na vitória por 3-0 frente ao Estrela da Amadora, na 27.ª jornada da Liga. O jovem extremo, que já não marcava desde outubro do ano passado, viu o seu período de 153 dias e 30 jogos sem golos chegar ao fim.
O último golo de Quenda tinha sido a 26 de outubro de 2024, na vitória do Sporting por 3-0 sobre o Famalicão, quando também fez o segundo golo da equipa. Ao longo deste tempo, o jogador de 17 anos não conseguiu voltar a marcar, embora tenha estado em campo em diversas ocasiões, muitas vezes em funções mais recuadas, longe da área adversária.
É importante destacar que todos os golos do futebolista internacional sub-21 português até agora foram marcados fora de Alvalade, começando pela Supertaça Cândido de Oliveira, contra o Porto, no Estádio Municipal de Aveiro, onde marcou o primeiro golo com a camisola leonina.
O jovem esquerdino do Sporting, apesar da ausência de golos, não ficou sem contribuir para a equipa, com seis assistências neste período. O seu futuro está traçado com a transferência para o Chelsea, que pagou 52,1 milhões de euros pela sua contratação, incluindo a venda do passe de Dário Essugo. No entanto, Quenda continuará em Alvalade até a temporada 2025/2026, rumando a Londres apenas na temporada seguinte.
O golo marcado na Reboleira é uma boa forma de Quenda encerrar este jejum e voltar a encontrar o caminho em direção às redes, que agora tem como objetivo continuar a conquistar no Sporting antes de seguir para o Chelsea. Recorde-se que o jovem leonino é considerado um dos melhores dribladores sub-20 do mundo, estando a deixar marcos históricos no futebol ao longo da sua carreira em Alvalade.
Treinador verde e branco tem conseguido valorizar muitos jogadores, e com a equipa num bom momento, vê uma das estrelas atingir feito especial
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Rui Borges tem sido capaz de valorizar os jogadores do Sporting, colocando-os de volta ao nível a que tinham habituado os adeptos antes da saída de Ruben Amorim. O melhor exemplo é Viktor Gyokeres, que parece de volta à melhor forma, e que entrou para a história dos leões na última partida, frente ao Estrela.
No dérbi de Lisboa contra a equipa da Amadora, o avançado sueco dos leões marcou o seu 84º e 85º golos com a Listada verde e branca. Com esses números, Viktor Gyokeres garante, desde já, entrada no top 20 de melhores marcadores de sempre da história do Sporting.
O avançado internacional pela Suécia tem mantido uma média incrível de golos no Sporting, e com menos de dois anos de Clube, já se tornou no 19º melhor marcador de sempre de leão ao peito. À sua frente está, agora, Marinho, com apenas mais um golo - ou seja, Viktor Gyokeres deverá, nas próximas partidas, continuar a subir na tabela histórica dos leões.
Em relação à Liga, leva 30 golos marcados até ao momento, e persegue, agora, os 34 marcados por Bas Dost e Jonas, em 16/17 e 17/18, respetivamente. Acima deles, Jardel com 42 golos em 2001/2002, e Yazalde, que estabeleceu o recorde com 46 golos marcados, em 73/74.
Com os dois golos frente ao Estrela da Amadora, ambos através da marca da grande penalidade, Viktor Gyokeres também deu um passo em frente numa lista curiosa: é o segundo jogador com mais penáltis concretizados em Portugal desde a entrada do VAR. Está a apenas um de Taremi, que entretanto já deixou o campeonato português.