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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
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08 Out 2021 | 19:26 | Por Redação
Ricardo Oliveira não descarta a hipótese de ser candidato a Presidente do Sporting. Em entrevista ao Leonino, o Sócio e acionista da SAD verde e branca mostrou-se “disponível para melhorar aquilo que se passa no Sporting", deixando duas críticas a Frederico Varandas.
“Sou contra esta gestão. Candidato? Não é tempo para se falar nisso”
Leonino (L): É candidato a Presidente do Sporting?
Ricardo Oliveira (RO): Tenho tecido algumas opiniões sobre a forma como o Conselho Diretivo tem gerido o Sporting, que, para mim, não corresponde às necessidades objetivas de gestão face ao momento atual e à situação do Clube. A partir daí, parece que ficamos rotulados de “candidatos”. O Sporting não está em eleições. Discordo desta gestão atual, mas daí a dizerem que sou candidato… tudo a seu tempo!
“O Sporting teve muitos sucessos desportivos, mas a sua continuidade está em perigo”
RO: Felizmente que o Sporting teve muitos sucessos desportivos, mas a sua continuidade enquanto coletividade está em perigo. Não sou eu que o digo. Basta ler o que dizem os auditores das contas (Ernst & Young). Podem filosofar o que quiserem sobre as contas, mas, se isto não fosse o Sporting, eu não fazia nenhum investimento no Clube. Os números dizem isso: fugir e vender.
L: Em março pondera avançar?
RO: Não sou candidato e não estamos em eleições. O Sporting tem um conselho diretivo eleito e em funções. Falar de eleições é prematuro. Quero que o Sporting fique em paz, mas que mude a sua gestão. O Clube está a viver um período conturbado. Temos uma Assembleia Geral (AG) no dia 23. Acho que é preciso acalmar os ânimos e confiar que os órgãos sociais façam o seu trabalho. Fomentar o diálogo e não fechar portas pois somos todos Sportinguistas – todos com os mesmos direitos e deveres. Da minha parte o Sporting contará sempre comigo para o que necessitar. Estou disponível para ajudar e contribuir para um Sporting melhor, sempre. Mas acho engraçado colocarem-me na lista de possíveis candidatos pois eu nem sequer sou conhecido dos sportinguistas. Uma candidatura ao sporting é uma coisa séria, que deve ser muito bem ponderada, e incorporada com gente competente e experiente. Não é algo para qualquer um.
“Os Sócios não protestam só contra as contas, mas também contra a forma como o Clube está a ser gerido”
L: Qual a leitura que faz do chumbo do Relatórios e Contas (2019/20) e dos Orçamentos (2020/21 e 2021/22)?
RO: A minha interpretação dos chumbos consecutivos é de que se trata de um claro sinal de que os Sócios não estão contentes. Os Sócios protestam contra as contas, porque são más, mas também porque é a única forma de protestar contra a forma como o Clube está a ser gerido. Este Presidente não tem conseguido unir a família sportinguista.
L: Partilha da opinião defendida pelo Presidente do Sporting de que se trata de uma minoria?
RO: Não acho que se trate de uma minoria. Em 2018, as contas foram aprovadas por estes mesmos Sócios. Lembro que o atual Presidente do Sporting foi eleito por um sexto dos Sócios. Se se tratasse de uma franja, seria muito fácil para Frederico Varandas chamar uma outra franja às AG’s. O que é certo é que ‘eles’ não vieram. Não estou a dizer que estão todos contra o Conselho Diretivo, mas obviamente que a base de apoio de Frederico Varandas não foi suficientemente cativada para vir em sua defesa.
Tenho as minhas dúvidas sobre a próxima Assembleia Geral (23 de outubro), nomeadamente quanto à convocatória e os seus motivos. As coisas não podem ser sempre assim. Não aprovamos contas e depois? Convocamos sempre outra AG?
“Frederico Varandas já deveria ter retirado ilações políticas há muito tempo”
L: Se as contas forem de novo chumbadas pelos Sócios, acha que Frederico Varandas deveria retirar ilações políticas dos resultados?
RO: Frederico Varandas já deveria ter retirado ilações políticas há muito tempo porque só quem está distraído é que não vê o descontentamento dos Sócios. O que parece é que, para o Presidente do Sporting, quem está de acordo com ele é Sportinguista e, quem não está, é uma minoria.
Frederico Varandas tem de ser Presidente de todos os Sportinguistas, gerindo todas as sensibilidades, sabendo que nunca vai existir consenso. O que não pode fazer é pura e simplesmente excluir alguns só porquê não estão de acordo com aquilo que ele diz. A postura de um líder do Sporting deve ser de unir o Clube e não de o fraturar. Em democracia, vive-se com destabilização e com ideias contrárias. Quem é Presidente de um Clube grande como o Sporting tem de estar à altura de ser quase tão grande como o Sporting. Neste momento, parece que anda alguém distraído.
“Termos múltiplos candidatos, como no passado, só vai beneficiar quem lá está”
L: Nas próximas eleições, como é que olha para um cenário em que possam existir várias candidaturas?
RO: É um grande erro. Se querem que haja oposição à atual gestão do Sporting, os possíveis candidatos devem pensar em unir o Sporting para poder contestar esta Direção. Termos múltiplos candidatos, como no passado, só vai beneficiar quem lá está.
Por isso é que, como foi tornado público, existe uma proposta, que subescrevi para que haja uma alteração nos Estatutos de forma a implementar uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, caso nenhum deles tenha mais de 50% dos votos. Esta alteração faz com que, no primeiro dia em que o novo Presidente do Sporting tomar posse, não o faça com uma grande maioria dos Sócios votantes contra si.
Importa lembrar que essa proposta não foi recusada pela Mesa da Assembleia Geral (MAG). O que eu acredito é que o atual Conselho Diretivo não quer que isso aconteça. Se isso vier acontecer, jamais voltarão a ser eleitos.
L: Acredita que a implementação de uma segunda volta pode mudar os resultados das próximas eleições?
RO: Não tenho qualquer dúvida. Se houver uma alternativa credível e os Sócios tiverem de escolher entre esse candidato e Frederico Varandas, não tenho a menor dúvida disso. Isto não é só sobre resultados desportivos, há que assegurar a estabilidade financeira. Recordo que o Barcelona ganhou mais do que quase qualquer outro clube há poucos anos, mas vejam agora a situação de risco e trágica em que se encontra. É verdade que fomos campeões, mas ganhar uma vez não chega. É preciso continuar a ganhar e preparar o futuro. Foi um ano muito especial. Não vejo que estejam reunidas as condições a nível de gestão, nem mitigada a atual péssima situação financeira da SAD, ou sinais de que a continuidade do Sporting esteja assegurada, para que continuemos a lutar por títulos a que o Sporting deve aspirar. Estamos curtos em muita coisa.
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 | Por Redação
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 | Por Redação
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
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10 Out 2026 | 09:47
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31