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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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06 Jul 2020 | 09:26 |
A solução para um Sporting campeão esteve sempre debaixo do nosso nariz e não a conseguimos cheirar: jogar à porta fechada.
Nos últimos 50 anos… cinco títulos de campeão nacional para o Sporting. Já com a impossibilidade matemática de chegar esta época ao primeiro lugar, são 18 anos sem conquistar qualquer campeonato, o mais longo período de ‘seca’ na nossa história, superando os 17 anos em branco, entre as conquistas de 1981/82 e 1999/2000. Analisando este acontecimento inédito à luz do que dizem hoje numa base quase diária, vários comentadores televisivos, a conclusão é óbvia: Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes e Bruno de Carvalho tiveram sempre a solução para o êxito debaixo do nariz mas nem a conseguiram cheirar – fazer a equipa jogar à porta fechada, por forma a que não sentisse a pressão dos adeptos, era afinal o ovo de Colombo.
Com tantos alertas dados a Frederico Varandas por parte destes mesmos comentadores, talvez o líder da SAD possa inovar e decidir que na próxima temporada as portas do estádio continuarão fechadas a Sócios e adeptos. Ao contrário dos seus antecessores, Varandas está avisado por um vasto conjunto de especialistas em ‘factores decisivos para a obtenção de vitórias no futebol’. Se o Presidente da Sporting SAD decidir ignorar tão importantes indicadores, então será ele o maior responsável caso a equipa falhe o título 20/21. Uma vez que este Conselho Diretivo vai tentar fazer aprovar em AG o i-voting, para dispensar os Sócios de se deslocarem às AG’s, é aproveitar o balanço e tentar fazer aprovar o i-fora, dispensando Sócios e adeptos de saírem de casa para verem a equipa jogar.
Bom, deixando agora de lado a ironia: o Sporting não está a ganhar porque os estádios se encontram vazios, logo os ‘meninos’ não têm adeptos a pressionar, mas sim porque está a beneficiar do bom trabalho do treinador; os ‘meninos’ não estão a jogar a um nível alto devido à ausência de pressão do público, mas sim porque têm muita qualidade. E se alguma ausência joga a favor da equipa é a da inexistência de pressão pelos títulos. Jogar sem público faz diferença, claro. Muita diferença, até, para as equipas grandes. Não pela pressão que esse público exerce sobre a equipa do seu coração, mas sim porque os jogadores dessas equipas (ao contrário das mais pequenas) estão habituados a sentir um calor que hoje não existe nos estádios. Os grandes campeões do FC Porto foram ‘forjados’ no Tribunal das Antas, bancada implacável para com a falta de qualidade; tal como o Terceiro Anel ensinou a quem chegava ao Benfica o que significava jogar com aquela camisola. Se há algo que nunca existiu no Sporting foi precisamente uma bancada mítica que colocasse os jogadores em sentido. A Curva Sul funcionou quase sempre como um ‘centro de acolhimento’, idolatrando por vezes autênticos pernas de pau. Porque eram os ‘nossos’ pernas de pau.
Na próxima época, mesmo que os estádios continuem vazios, a pressão estará lá desde o primeiro dia. E, nesse momento, aquilo que pode ajudar os mais jovens a lidar com tal situação é o trabalho do treinador e a experiência dos mais velhos. Mesmo assim, a época 20/21 será território desconhecido, tal como foi este período de dez jornadas. Basta olhar para o calendário e ver como está desenhado entre setembro e dezembro. Em anos anteriores as provas europeias tinham uma jornada em setembro, duas em outubro, duas em novembro e uma em dezembro, sempre com intervalos largos entre si. Este ano vão ter apenas dois blocos de três jogos, cada qual a ser jogado em três semanas consecutivas. Haverá dias, garanto, em que os jogadores vão suspirar por um estádio cheio que os ajude a ir buscar forças onde elas já não existirão.
A Liga 20/21, mais que qualquer outra, irá triturar as equipas envolvidas nas competições europeias que não consigam um plantel de 16/17 titulares. Caso não se abdique estrategicamente de qualquer competição, este primeiro período de mercado vai marcar o destino de muitos competidores.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".