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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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06 Jul 2020 | 10:26 |
A solução para um Sporting campeão esteve sempre debaixo do nosso nariz e não a conseguimos cheirar: jogar à porta fechada.
Nos últimos 50 anos… cinco títulos de campeão nacional para o Sporting. Já com a impossibilidade matemática de chegar esta época ao primeiro lugar, são 18 anos sem conquistar qualquer campeonato, o mais longo período de ‘seca’ na nossa história, superando os 17 anos em branco, entre as conquistas de 1981/82 e 1999/2000. Analisando este acontecimento inédito à luz do que dizem hoje numa base quase diária, vários comentadores televisivos, a conclusão é óbvia: Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes e Bruno de Carvalho tiveram sempre a solução para o êxito debaixo do nariz mas nem a conseguiram cheirar – fazer a equipa jogar à porta fechada, por forma a que não sentisse a pressão dos adeptos, era afinal o ovo de Colombo.
Com tantos alertas dados a Frederico Varandas por parte destes mesmos comentadores, talvez o líder da SAD possa inovar e decidir que na próxima temporada as portas do estádio continuarão fechadas a Sócios e adeptos. Ao contrário dos seus antecessores, Varandas está avisado por um vasto conjunto de especialistas em ‘factores decisivos para a obtenção de vitórias no futebol’. Se o Presidente da Sporting SAD decidir ignorar tão importantes indicadores, então será ele o maior responsável caso a equipa falhe o título 20/21. Uma vez que este Conselho Diretivo vai tentar fazer aprovar em AG o i-voting, para dispensar os Sócios de se deslocarem às AG’s, é aproveitar o balanço e tentar fazer aprovar o i-fora, dispensando Sócios e adeptos de saírem de casa para verem a equipa jogar.
Bom, deixando agora de lado a ironia: o Sporting não está a ganhar porque os estádios se encontram vazios, logo os ‘meninos’ não têm adeptos a pressionar, mas sim porque está a beneficiar do bom trabalho do treinador; os ‘meninos’ não estão a jogar a um nível alto devido à ausência de pressão do público, mas sim porque têm muita qualidade. E se alguma ausência joga a favor da equipa é a da inexistência de pressão pelos títulos. Jogar sem público faz diferença, claro. Muita diferença, até, para as equipas grandes. Não pela pressão que esse público exerce sobre a equipa do seu coração, mas sim porque os jogadores dessas equipas (ao contrário das mais pequenas) estão habituados a sentir um calor que hoje não existe nos estádios. Os grandes campeões do FC Porto foram ‘forjados’ no Tribunal das Antas, bancada implacável para com a falta de qualidade; tal como o Terceiro Anel ensinou a quem chegava ao Benfica o que significava jogar com aquela camisola. Se há algo que nunca existiu no Sporting foi precisamente uma bancada mítica que colocasse os jogadores em sentido. A Curva Sul funcionou quase sempre como um ‘centro de acolhimento’, idolatrando por vezes autênticos pernas de pau. Porque eram os ‘nossos’ pernas de pau.
Na próxima época, mesmo que os estádios continuem vazios, a pressão estará lá desde o primeiro dia. E, nesse momento, aquilo que pode ajudar os mais jovens a lidar com tal situação é o trabalho do treinador e a experiência dos mais velhos. Mesmo assim, a época 20/21 será território desconhecido, tal como foi este período de dez jornadas. Basta olhar para o calendário e ver como está desenhado entre setembro e dezembro. Em anos anteriores as provas europeias tinham uma jornada em setembro, duas em outubro, duas em novembro e uma em dezembro, sempre com intervalos largos entre si. Este ano vão ter apenas dois blocos de três jogos, cada qual a ser jogado em três semanas consecutivas. Haverá dias, garanto, em que os jogadores vão suspirar por um estádio cheio que os ajude a ir buscar forças onde elas já não existirão.
A Liga 20/21, mais que qualquer outra, irá triturar as equipas envolvidas nas competições europeias que não consigam um plantel de 16/17 titulares. Caso não se abdique estrategicamente de qualquer competição, este primeiro período de mercado vai marcar o destino de muitos competidores.
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.