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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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06 Jul 2020 | 10:26 |
A solução para um Sporting campeão esteve sempre debaixo do nosso nariz e não a conseguimos cheirar: jogar à porta fechada.
Nos últimos 50 anos… cinco títulos de campeão nacional para o Sporting. Já com a impossibilidade matemática de chegar esta época ao primeiro lugar, são 18 anos sem conquistar qualquer campeonato, o mais longo período de ‘seca’ na nossa história, superando os 17 anos em branco, entre as conquistas de 1981/82 e 1999/2000. Analisando este acontecimento inédito à luz do que dizem hoje numa base quase diária, vários comentadores televisivos, a conclusão é óbvia: Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes e Bruno de Carvalho tiveram sempre a solução para o êxito debaixo do nariz mas nem a conseguiram cheirar – fazer a equipa jogar à porta fechada, por forma a que não sentisse a pressão dos adeptos, era afinal o ovo de Colombo.
Com tantos alertas dados a Frederico Varandas por parte destes mesmos comentadores, talvez o líder da SAD possa inovar e decidir que na próxima temporada as portas do estádio continuarão fechadas a Sócios e adeptos. Ao contrário dos seus antecessores, Varandas está avisado por um vasto conjunto de especialistas em ‘factores decisivos para a obtenção de vitórias no futebol’. Se o Presidente da Sporting SAD decidir ignorar tão importantes indicadores, então será ele o maior responsável caso a equipa falhe o título 20/21. Uma vez que este Conselho Diretivo vai tentar fazer aprovar em AG o i-voting, para dispensar os Sócios de se deslocarem às AG’s, é aproveitar o balanço e tentar fazer aprovar o i-fora, dispensando Sócios e adeptos de saírem de casa para verem a equipa jogar.
Bom, deixando agora de lado a ironia: o Sporting não está a ganhar porque os estádios se encontram vazios, logo os ‘meninos’ não têm adeptos a pressionar, mas sim porque está a beneficiar do bom trabalho do treinador; os ‘meninos’ não estão a jogar a um nível alto devido à ausência de pressão do público, mas sim porque têm muita qualidade. E se alguma ausência joga a favor da equipa é a da inexistência de pressão pelos títulos. Jogar sem público faz diferença, claro. Muita diferença, até, para as equipas grandes. Não pela pressão que esse público exerce sobre a equipa do seu coração, mas sim porque os jogadores dessas equipas (ao contrário das mais pequenas) estão habituados a sentir um calor que hoje não existe nos estádios. Os grandes campeões do FC Porto foram ‘forjados’ no Tribunal das Antas, bancada implacável para com a falta de qualidade; tal como o Terceiro Anel ensinou a quem chegava ao Benfica o que significava jogar com aquela camisola. Se há algo que nunca existiu no Sporting foi precisamente uma bancada mítica que colocasse os jogadores em sentido. A Curva Sul funcionou quase sempre como um ‘centro de acolhimento’, idolatrando por vezes autênticos pernas de pau. Porque eram os ‘nossos’ pernas de pau.
Na próxima época, mesmo que os estádios continuem vazios, a pressão estará lá desde o primeiro dia. E, nesse momento, aquilo que pode ajudar os mais jovens a lidar com tal situação é o trabalho do treinador e a experiência dos mais velhos. Mesmo assim, a época 20/21 será território desconhecido, tal como foi este período de dez jornadas. Basta olhar para o calendário e ver como está desenhado entre setembro e dezembro. Em anos anteriores as provas europeias tinham uma jornada em setembro, duas em outubro, duas em novembro e uma em dezembro, sempre com intervalos largos entre si. Este ano vão ter apenas dois blocos de três jogos, cada qual a ser jogado em três semanas consecutivas. Haverá dias, garanto, em que os jogadores vão suspirar por um estádio cheio que os ajude a ir buscar forças onde elas já não existirão.
A Liga 20/21, mais que qualquer outra, irá triturar as equipas envolvidas nas competições europeias que não consigam um plantel de 16/17 titulares. Caso não se abdique estrategicamente de qualquer competição, este primeiro período de mercado vai marcar o destino de muitos competidores.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04