Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
31 Mar 2026 | 10:45 |
Octávio Ribeiro comentou o polémico episódio do cheiro intenso no balneário do Sporting no Dragão Arena, ocorrido momentos antes do clássico de andebol com o Porto. O jornalista admite a possibilidade de os factos serem verídicos, embora considere que a situação possa estar a ser dramatizada pelo Clube de Alvalade .
O. Ribeiro: "Pode ser um exagero ridículo"
"O folhetim dos maus cheiros no Dragão conheceu mais um capítulo. Das duas uma – ou o que o Sporting alega é um facto, e é crime para ser investigado pela polícia; ou pode ser um exagero ridículo. O Governo nada tem a ver com isto, num País onde existe uma saudável separação de poderes", escreveu, no seu texto de opinião ao jornal Record.
Vale lembrar que Sérgio Krithinas, diretor executivo do mesmo órgão comunicacional, também levantou a hipótese de ser tudo uma encenação. "Se ficar demonstrado que não houve dolo, então as acusações feitas pelo Sporting também terão de ser punidas", pode ler-se no diário desportivo.
Octávio Ribeiro também criticou as instituições de futebol pelo pouco tempo de descanso que os leões vão ter para os confrontos diante do Santa Clara e Arsenal. "O calendário, ditado pelos homens de fato e gravata, está a retirar ao jogo o repouso necessário dos seus protagonistas. Os jogadores também têm muita responsabilidade neste passeio no arame, sem rede", afirmou.
O Sporting volta a entrar em campo no dia 3 de abril, sexta-feira, frente ao Santa Clara. O encontro, a contar para a jornada 28 da Liga Portugal Betclic, diante da turma agora orientada por Petit, jogar-se-á no Estádio José Alvalade, às 20h30.
Em entrevista ao nosso Jornal, conhecido adepto do Clube de Alvalade reagiu à polémica no Clássico de andebol na Dragão Arena
31 Mar 2026 | 03:00 |
André Pinotes Batista defende que a situação ocorrida na Dragão Arena antes do Porto - Sporting em andebol é do foro "criminal". O conhecido adepto do Clube de Alvalade acredita que se trata de um "caso de justiça" e que o "Ministério Público terá de atuar".
André Pinotes Batista: "Não é possível ignorar a gravidade deste assunto"
"Não temos maneira de saber o que é que esteve na origem daqueles eventos, mas temos a certeza absoluta de que dois agentes desportivos foram internados na antecâmara de um jogo e uma delegada que confirmou que também ela se sentiu mal. A hostilidade entre Porto e Sporting tem que terminar, mas não é possível ignorar a gravidade deste assunto", começou por dizer.
Nesse mesmo sentido, foi bastante claro: "É demasiado grave para que possamos ser magnânimos e pôr-nos com diplomacias. Não pode acontecer porque é a saúde das pessoas que foi posta em causa. E eu estou à espera de um momento bom para que os clubes normalizem as suas relações, mas é impossível não condenar isto".
André Pinotes Batista: "Isto não é um caso de disciplina desportiva, é um caso de justiça"
Quando questionado acerca das medidas e castigos que considera justos face a esta mesma situação, André Pinotes Batista não podia ter sido mais direto: "Isto não é um caso de disciplina desportiva, é um caso de justiça. Creio que estamos perante um atentado à integridade física e portanto é o Ministério Público quem tem que atuar. E este caso é tão grave que não se coloca no plano competitivo, mas no plano criminal".
André Pinotes Batista abordou também o jogo frente ao Arsenal, respeitante à primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões: "Teremos de nos centrar no mesmo espírito que adotámos frente ao Bodø/Glimt e não tanto nas ausências adversárias, porque os suplentes do Arsenal seriam titulares, quase todos eles, nas grandes equipas portuguesas. A nossa força está no nosso estádio e está no nosso espírito combativo". Recorde-se que os gunners, de momento, contam com 12 lesões no plantel.
Verdes e brancos lançaram um comunicado no decorrer da tarde deste domingo, dia 29 de março, na sequência de graves acontecimentos
29 Mar 2026 | 16:03 |
O Sporting anunciou que solicitou, com caráter de urgência, uma reunião com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Em comunicado divulgado este domingo, o Clube critica duramente o Porto, acusando-o de protagonizar “sucessivas ações” consideradas “absolutamente repugnantes”.
Os leões defendem que existe um padrão de comportamentos que prejudica a verdade desportiva e a imagem do desporto português. No texto, o Sporting refere que os episódios recentes representam uma “escalada refinada” de situações que considera mais graves do que outras do passado.
Entre os exemplos apontados, o Clube de Alvalade recorda o caso envolvendo o árbitro Fábio Veríssimo e o Clássico da segunda volta da Liga Portugal Betclic. O Sporting menciona também alegados comportamentos de apanha-bolas e outras situações que, no entender dos leões, configuram tentativas de condicionamento.
O comunicado dá particular destaque ao incidente ocorrido antes do jogo de andebol, no Dragão Arena. O Sporting afirma que existia um “cheiro tóxico e intenso” no balneário atribuído à equipa, situação que terá afetado jogadores e elementos do staff. Os leões consideram que este episódio ultrapassa todos os limites e descreve-o como “criminoso”.
Perante este cenário, o Sporting afirma que pretende uma posição firme das entidades responsáveis pela tutela do desporto em Portugal. Os verdes e brancos defendem que os comportamentos denunciados devem ser investigados e punidos, sublinhando que entraram em campo no jogo de andebol sob protesto após serem informados de que estavam reunidas condições para a realização do encontro.
Confira o comunicado na íntegra:
"O Sporting Clube de Portugal considera absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos e vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
Não é possível continuar a assistir a esta sucessão vergonhosa, reiterada e deliberada de comportamentos sem que daí advenham consequências imediatas e exemplares.
O Sporting CP considera imperativo que todas as instituições com responsabilidade na tutela do desporto sejam promotoras da verdade desportiva, não sendo admissível que comportamentos desta natureza - reiteradamente protagonizados pelos mesmos intervenientes - envergonhem e coloquem em causa a imagem do desporto português no plano internacional.
Nesse sentido, é essencial que quem regula o desporto em Portugal assuma uma posição firme e implacável e puna, com toda a severidade, estes comportamentos indignos, que já ultrapassam os limites do admissível num Estado de direito.
Se ainda subsistia alguma ilusão ingénua de que as práticas obscuras do passado tinham sido erradicadas, a realidade encarregou-se de a destruir de forma brutal e inequívoca. O que hoje se verifica não é apenas uma repetição: é uma escalada refinada. Mais vil, mais rasteira e ainda mais inqualificável do que os episódios mais negros que mancharam o desporto português.
Estes episódios não são isolados nem acidentais. Revelam um padrão continuado, consciente e sistemático de desrespeito, provocação e tentativa de condicionamento que não pode, nem será ignorado: a situação no balneário do árbitro Fábio Veríssimo, onde foram repetidamente exibidas imagens de decisões suas numa tentativa clara de condicionamento e pressão, apanha-bolas que ocultam deliberadamente bolas e cones e os escondem atrás de painéis publicitários ou o roubo de toalhas ao guarda-redes do Sporting CP. Até ao momento, não houve qualquer sinal de arrependimento nem tentativa de explicação ou assunção de responsabilidades por parte dos envolvidos.
O mais recente capítulo deste inaceitável encadeamento de episódios atinge um nível que ultrapassa todos os limites: um balneário com cheiro tóxico e intenso que afectou o estado físico de jogadores e staff da equipa de andebol. Isto não é apenas lamentável, é criminoso.
Perante esta situação, o Sporting CP manifestou a sua oposição à realização do encontro, tendo em conta que a equipa se encontrava privada do treinador e de um dos seus jogadores. Ainda assim, foi formalmente informado de que estavam reunidas as condições necessárias para que o jogo se realizasse, motivo pelo qual se viu forçado a entrar em campo, tendo-o feito sob protesto.
O Sporting CP considera que estes comportamentos desvirtuam de forma significativa a verdade. Trata-se da subversão absoluta dos valores que devem reger qualquer prática desportiva, protagonizada de forma consciente, reiterada e sistemática pelos mesmos intervenientes de sempre".
Ex líder do Clube de Alvalade fala da sua amizade com o antigo membro do conselho fiscal dos leões , que faleceu nesta terça-feira aos 71 anos de idade
25 Mar 2026 | 14:36 |
A notícia da morte de José Maria Ricciardi, esta quarta-feira, está a marcar o mundo sportinguista. Filipe Soares Franco, antigo presidente do Sporting entre 2005 e 2009, ficou triste com o falecimento do antigo banqueiro e recorda-o como um homem apaixonado pelo Clube de Alvalade.
Soares Franco: "O seu grande sportinguismo"
"O que posso testemunhar era, efetivamente, o seu grande sportinguismo, por vezes um pouco emocional, mas isso era a maneira de ser, a intensidade com que vivia o Sporting. Tinha a ambição de ser presidente do clube, não o conseguiu quando se candidatou, perdeu para Frederico Varandas", disse, em entrevista ao jornal A Bola.
O antigo líder mostrou-se orgulhoso de ter integrado Ricciardi na sua equipa, como membro do Conselho Fiscal. "Conheci-o bem também no mundo empresarial, porque tive empresas ligadas ao universo do Grupo Espírito Santo, o que me permitiu também conhecê-lo melhor nessa versão e, depois, como sportinguista e membro do Conselho Fiscal dos órgãos sociais que tive o prazer e a honra de presidir", acrescentou.
Soares Franco: " Bondade da sua pessoa"
Filipe Soares Franco terminou com palavras elogiosas. "O que quero recordar, sobretudo, é a bondade da sua pessoa, ajudou muitas vezes o Sporting, e o seu grande sportinguismo, as amizades que ele fez dentro do Sporting. Independentemente da sua emocionalidade, passaram vários dirigentes e ele ficava, era uma boa pessoa", concluiu.
José Maria Ricciardi comentava a vida do Clube, trocava até palavras acesas com funcionários dos clubes riviais, e era titular de várias ações no capital social da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD, ajudando os leões a terem boas condições no plano financeiro.