Clube
Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
30 Mar 2020 | 19:25 |
A Sporting SAD substituiu, na passada semana, um dos seus administradores executivos. Miguel Cal demitiu-se e para o lugar dele foi cooptado André Bernardo, ex-suplente do Conselho Directivo, que passou a efectivo após a renúncia do Vice Francisco Rodrigues dos Santos. Não são importantes, para mim, as razões que levaram à saída de Cal. Mas considero acertado o momento da substituição uma vez que é nesta altura que devem começar a ser preparadas as linhas estratégicas para a próxima temporada futebolística (comece a mesma quando começar). E se as mesmas significarem um alteração de rumo a 180 graus em relação ao ‘modelo Cal’, então as probabilidades de André Bernardo vir a desenvolver trabalho positivo serão reais. Na verdade, o ‘período’ Miguel Cal não deixa qualquer marca, o que era previsível, porque quem não (re)conhece o ‘novo’ Clube só por um golpe de sorte poderá ajudar o Sporting a crescer. Este ex-administrador elaborou um documentoestratégico, todo ele baseado em modelos não replicáveis em Portugal (por questão de escala de mercado e realidade económica), e muito menos no Sporting (o desconhecimento do ‘novo’ Sócio foi evidente). Os desafios que André Bernardo tem pela frente não são fáceis de superar, mas irão tornar-se intransponíveis caso ele persista no caminho errado que vem sendo trilhado desde setembro de 2018, ou seja, aquele que pisca o olho ao ‘establishment’ associativo, ignorando a mutação que ocorreu em menos de uma década.
1 – UM NOVO TIPO DE SÓCIO. No final da época 2009/10 o Sporting contava com 41.432 Sócios Pagantes (os que tinham as quotas em dia). Oito anos depois (final da época 2017/18) o Clube contava com quase o dobro de Sócios Pagantes (78.917, o maior número da nossahistória!). Infelizmente esse número começou a cair e no final de 2018/19 situava-se perto dos 75 mil. Se olharmos estes dados através da relação Sócios Pagantes/Sócios Totais verificamos que 2009/10 fechou com um nível de cumprimento na ordem de 47,3% dos Sócios, contra 46,8 em 2017/18 e… cerca de 43% em 2018/19, a percentagem mais baixa em 10 anos. Estes números dão-nos uma visão clara do nível de engajamento dos Sócios e adeptos com a atividade do Clube.
2 – ALTERAR ESTRATÉGIA. José Eduardo Bettencourt representou o ‘canto do cisne’ do ‘roquettismo’. Em 2009/10 o Sporting era, desportivamente, quase irrelevante, terminando a Liga no 4º lugar, a 28 pontos (!) do campeão. A meio da época seguinte Bettencourt acabaria por demitir-se, ‘vítima’ dos resultados da equipa que terminaria a Liga a 36 (!) pontos do campeão. Mas essa demissão serviu para abanar o ‘establishment’ leonino, com a entrada em cena de um desconhecido Bruno de Carvalho. O confronto eleitoral com Godinho Lopes como que ‘acordou’ Sócios e adeptos para a necessidade de alterar um projecto falido de ideias (e de dinheiro) que vigorava há quase 20 anos. Apesar da derrota (?) eleitoral por ‘meia dúzia de votos’, Bruno de Carvalho tornava claro que a ‘classe dominante’ no Sporting estava a perder muito terreno. E a derrota desse ‘establishment’ veio a confirmar-se em 2013, quando o candidato do ‘sistema’, José Couceiro, perdeu as eleições contra Bruno de Carvalho. Com esse novo Conselho Diretivo começou a surgir a ‘reforma’ do quadro associativo do Sporting Clube de Portugal. O crescimento do número de Sócios Totais e, principalmente, de Sócios Pagantes foi brutal. Lançada em 2014, a campanha “Sócio Num Minuto” aumentou em 8 mil o número de Sócios Pagantes, em apenas um ano.
3 – SUCESSO DESPORTIVO. Mas aquilo que também se tornou evidente (desfazendo as dúvidas de quem as tivesse…) é que o sucesso desportivo assume-se como factor determinante na relação financeira entre Sócios/adeptos e Clube. Repare-se que à campanha “Sócio Num Minuto” juntou-se o aumento notório da capacidade competitiva da equipa de futebol, apesar de nesse período viver com orçamento controlado de 25 milhões de euros. Houve grande competência ao nível da estratégia, do marketing e do futebol. Restabelecida que se tornou a relação de confiança entre adeptos e Conselho Diretivo, os primeiros deram o passo pretendido e tornaram-se Sócios, adquiriram Gameboxes e tornaram-se grandes clientes dos produtos de merchandising. Ora, o que a estratégia de Miguel Cal conseguiu foi afastar uma boa parte desses Sócios, passando os mesmos à condição de adepto que sempre tiveram. Mas sem o mesmo engajamento, sem o contributo para a quotização e para a aquisição de Gameboxes. E nem se pode atribuir esse afastamento ao desempenho desportivo, porque o mesmo traduziu-se com a conquista de dois troféus, embora seja expectável que o desastre futebolístico de 2019/20 provoque outro tipo de prejuízos. Cabe agora a André Bernardo mostrar se foi contratado por questões de competência ou de amizade.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".