Clube
Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
30 Mar 2020 | 19:25 |
A Sporting SAD substituiu, na passada semana, um dos seus administradores executivos. Miguel Cal demitiu-se e para o lugar dele foi cooptado André Bernardo, ex-suplente do Conselho Directivo, que passou a efectivo após a renúncia do Vice Francisco Rodrigues dos Santos. Não são importantes, para mim, as razões que levaram à saída de Cal. Mas considero acertado o momento da substituição uma vez que é nesta altura que devem começar a ser preparadas as linhas estratégicas para a próxima temporada futebolística (comece a mesma quando começar). E se as mesmas significarem um alteração de rumo a 180 graus em relação ao ‘modelo Cal’, então as probabilidades de André Bernardo vir a desenvolver trabalho positivo serão reais. Na verdade, o ‘período’ Miguel Cal não deixa qualquer marca, o que era previsível, porque quem não (re)conhece o ‘novo’ Clube só por um golpe de sorte poderá ajudar o Sporting a crescer. Este ex-administrador elaborou um documentoestratégico, todo ele baseado em modelos não replicáveis em Portugal (por questão de escala de mercado e realidade económica), e muito menos no Sporting (o desconhecimento do ‘novo’ Sócio foi evidente). Os desafios que André Bernardo tem pela frente não são fáceis de superar, mas irão tornar-se intransponíveis caso ele persista no caminho errado que vem sendo trilhado desde setembro de 2018, ou seja, aquele que pisca o olho ao ‘establishment’ associativo, ignorando a mutação que ocorreu em menos de uma década.
1 – UM NOVO TIPO DE SÓCIO. No final da época 2009/10 o Sporting contava com 41.432 Sócios Pagantes (os que tinham as quotas em dia). Oito anos depois (final da época 2017/18) o Clube contava com quase o dobro de Sócios Pagantes (78.917, o maior número da nossahistória!). Infelizmente esse número começou a cair e no final de 2018/19 situava-se perto dos 75 mil. Se olharmos estes dados através da relação Sócios Pagantes/Sócios Totais verificamos que 2009/10 fechou com um nível de cumprimento na ordem de 47,3% dos Sócios, contra 46,8 em 2017/18 e… cerca de 43% em 2018/19, a percentagem mais baixa em 10 anos. Estes números dão-nos uma visão clara do nível de engajamento dos Sócios e adeptos com a atividade do Clube.
2 – ALTERAR ESTRATÉGIA. José Eduardo Bettencourt representou o ‘canto do cisne’ do ‘roquettismo’. Em 2009/10 o Sporting era, desportivamente, quase irrelevante, terminando a Liga no 4º lugar, a 28 pontos (!) do campeão. A meio da época seguinte Bettencourt acabaria por demitir-se, ‘vítima’ dos resultados da equipa que terminaria a Liga a 36 (!) pontos do campeão. Mas essa demissão serviu para abanar o ‘establishment’ leonino, com a entrada em cena de um desconhecido Bruno de Carvalho. O confronto eleitoral com Godinho Lopes como que ‘acordou’ Sócios e adeptos para a necessidade de alterar um projecto falido de ideias (e de dinheiro) que vigorava há quase 20 anos. Apesar da derrota (?) eleitoral por ‘meia dúzia de votos’, Bruno de Carvalho tornava claro que a ‘classe dominante’ no Sporting estava a perder muito terreno. E a derrota desse ‘establishment’ veio a confirmar-se em 2013, quando o candidato do ‘sistema’, José Couceiro, perdeu as eleições contra Bruno de Carvalho. Com esse novo Conselho Diretivo começou a surgir a ‘reforma’ do quadro associativo do Sporting Clube de Portugal. O crescimento do número de Sócios Totais e, principalmente, de Sócios Pagantes foi brutal. Lançada em 2014, a campanha “Sócio Num Minuto” aumentou em 8 mil o número de Sócios Pagantes, em apenas um ano.
3 – SUCESSO DESPORTIVO. Mas aquilo que também se tornou evidente (desfazendo as dúvidas de quem as tivesse…) é que o sucesso desportivo assume-se como factor determinante na relação financeira entre Sócios/adeptos e Clube. Repare-se que à campanha “Sócio Num Minuto” juntou-se o aumento notório da capacidade competitiva da equipa de futebol, apesar de nesse período viver com orçamento controlado de 25 milhões de euros. Houve grande competência ao nível da estratégia, do marketing e do futebol. Restabelecida que se tornou a relação de confiança entre adeptos e Conselho Diretivo, os primeiros deram o passo pretendido e tornaram-se Sócios, adquiriram Gameboxes e tornaram-se grandes clientes dos produtos de merchandising. Ora, o que a estratégia de Miguel Cal conseguiu foi afastar uma boa parte desses Sócios, passando os mesmos à condição de adepto que sempre tiveram. Mas sem o mesmo engajamento, sem o contributo para a quotização e para a aquisição de Gameboxes. E nem se pode atribuir esse afastamento ao desempenho desportivo, porque o mesmo traduziu-se com a conquista de dois troféus, embora seja expectável que o desastre futebolístico de 2019/20 provoque outro tipo de prejuízos. Cabe agora a André Bernardo mostrar se foi contratado por questões de competência ou de amizade.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."