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OS DESAFIOS DE ANDRÉ BERNARDO

Miguel Cal sai sem deixar qualquer marca, o que de resto era previsível porque quem não (re)conhece o ‘novo’ Clube só por um golpe de sorte poderá ajudar o Sporting a crescer

Leonino - Onde o Sporting é notícia
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A Sporting SAD substituiu, na passada semana, um dos seus administradores executivos. Miguel Cal demitiu-se e para o lugar dele foi cooptado André Bernardo, ex-suplente do Conselho Directivo, que passou a efectivo após a renúncia do Vice Francisco Rodrigues dos Santos. Não são importantes, para mim, as razões que levaram à saída de Cal. Mas considero acertado o momento da substituição uma vez que é nesta altura que devem começar a ser preparadas as linhas estratégicas para a próxima temporada futebolística (comece a mesma quando começar). E se as mesmas significarem um alteração de rumo a 180 graus em relação ao ‘modelo Cal’, então as probabilidades de André Bernardo vir a desenvolver trabalho positivo serão reais. Na verdade, o ‘período’ Miguel Cal não deixa qualquer marca, o que era previsível, porque quem não (re)conhece o ‘novo’ Clube só por um golpe de sorte poderá ajudar o Sporting a crescer. Este ex-administrador elaborou um documentoestratégico, todo ele baseado em modelos não replicáveis em Portugal (por questão de escala de mercado e realidade económica), e muito menos no Sporting (o desconhecimento do ‘novo’ Sócio foi evidente). Os desafios que André Bernardo tem pela frente não são fáceis de superar, mas irão tornar-se intransponíveis caso ele persista no caminho errado que vem sendo trilhado desde setembro de 2018, ou seja, aquele que pisca o olho ao ‘establishment’ associativo, ignorando a mutação que ocorreu em menos de uma década.

1 – UM NOVO TIPO DE SÓCIO. No final da época 2009/10 o Sporting contava com 41.432 Sócios Pagantes (os que tinham as quotas em dia). Oito anos depois (final da época 2017/18) o Clube contava com quase o dobro de Sócios Pagantes (78.917, o maior número da nossahistória!). Infelizmente esse número começou a cair e no final de 2018/19 situava-se perto dos 75 mil. Se olharmos estes dados através da relação Sócios Pagantes/Sócios Totais verificamos que 2009/10 fechou com um nível de cumprimento na ordem de 47,3% dos Sócios, contra 46,8 em 2017/18 e… cerca de 43% em 2018/19, a percentagem mais baixa em 10 anos. Estes números dão-nos uma visão clara do nível de engajamento dos Sócios e adeptos com a atividade do Clube.


2 – ALTERAR ESTRATÉGIA. José Eduardo Bettencourt representou o ‘canto do cisne’ do ‘roquettismo’. Em 2009/10 o Sporting era, desportivamente, quase irrelevante, terminando a Liga no 4º lugar, a 28 pontos (!) do campeão. A meio da época seguinte Bettencourt acabaria por demitir-se, ‘vítima’ dos resultados da equipa que terminaria a Liga a 36 (!) pontos do campeão. Mas essa demissão serviu para abanar o ‘establishment’ leonino, com a entrada em cena de um desconhecido Bruno de Carvalho. O confronto eleitoral com Godinho Lopes como que ‘acordou’ Sócios e adeptos para a necessidade de alterar um projecto falido de ideias (e de dinheiro) que vigorava há quase 20 anos. Apesar da derrota (?) eleitoral por ‘meia dúzia de votos’, Bruno de Carvalho tornava claro que a ‘classe dominante’ no Sporting estava a perder muito terreno. E a derrota desse ‘establishment’ veio a confirmar-se em 2013, quando o candidato do ‘sistema’, José Couceiro, perdeu as eleições contra Bruno de Carvalho. Com esse novo Conselho Diretivo começou a surgir a ‘reforma’ do quadro associativo do Sporting Clube de Portugal. O crescimento do número de Sócios Totais e, principalmente, de Sócios Pagantes foi brutal. Lançada em 2014, a campanha “Sócio Num Minuto” aumentou em 8 mil o número de Sócios Pagantes, em apenas um ano.


3 – SUCESSO DESPORTIVO. Mas aquilo que também se tornou evidente (desfazendo as dúvidas de quem as tivesse…) é que o sucesso desportivo assume-se como factor determinante na relação financeira entre Sócios/adeptos e Clube. Repare-se que à campanha “Sócio Num Minuto” juntou-se o aumento notório da capacidade competitiva da equipa de futebol, apesar de nesse período viver com orçamento controlado de 25 milhões de euros. Houve grande competência ao nível da estratégia, do marketing e do futebol. Restabelecida que se tornou a relação de confiança entre adeptos e Conselho Diretivo, os primeiros deram o passo pretendido e tornaram-se Sócios, adquiriram Gameboxes e tornaram-se grandes clientes dos produtos de merchandising. Ora, o que a estratégia de Miguel Cal conseguiu foi afastar uma boa parte desses Sócios, passando os mesmos à condição de adepto que sempre tiveram. Mas sem o mesmo engajamento, sem o contributo para a quotização e para a aquisição de Gameboxes. E nem se pode atribuir esse afastamento ao desempenho desportivo, porque o mesmo traduziu-se com a conquista de dois troféus, embora seja expectável que o desastre futebolístico de 2019/20 provoque outro tipo de prejuízos. Cabe agora a André Bernardo mostrar se foi contratado por questões de competência ou de amizade.


Clube

MOVIMENTO HOJE E SEMPRE SPORTING PEDE ALTERAÇÕES AOS ESTATUTOS E MUDANÇA NO MÉTODO DE VOTO

Adeptos do Clube de Alvalade enviaram documento a João Palma, Presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões

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André Dias Ferreira, José Pedro Dionísio e Afonso Pinto Coelho, dando voz ao Movimento Sporting com Votos nos Núcleos, pedem alterações ao método de voto no Clube de Alvalade. Os Sócios dos verdes e brancos enviaram as mudanças a realizar, num documento direcionado a João Palma, Presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões.

"Um grupo de mais de uma centena de sócios, denominado “Sporting com voto nos núcleos” considera que os núcleos são espaços de “Sportinguismo”, que podem e devem ser utilizados para reforçar a democracia interna do clube, através da sua utilização como plataformas eleitorais numa lógica de proximidade com os sócios do Sporting", pode ler-se.


"O grupo, que junta sócios muito diversificados em termos de anos de filiação, pretende um aproximar dos sócios de todo o país ao Clube, fazendo jus à designação de “Clube de Portugal”, correspondendo à dinâmica nacional, bem visível nas recentes comemorações do título nacional de futebol", prosseguem.


"Nesta fase, ao abrigo dos números 2 a 4 do artigo 47º dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal, a proposta pretende uma descentralização em 7 locais de votos: um por cada grande região do Continente (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), Madeira e Açores, em sistema de mobilidade, como o realizado nas recentes eleições europeias", continuam.

"Os signatários pretendem a introdução na ordem de trabalhos da próxima reunião da Assembleia Geral do Clube, que deverá ser realizada até final de junho, de um ponto de discussão e votação da proposta de alteração ao regulamento da Assembleia Geral, conforme documento enviado hoje às 11h15m, via correio eletrónico, ao Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting Clube de Portugal, Dr. João Palma", terminam.



Clube

OBRAS EM ALVALADE A TODA A VELOCIDADE: MUDANÇAS RÁPIDAS TÊM DADO O QUE FALAR ENTRE ADEPTOS DO SPORTING

Direção verde e branca continua com alterações no reduto dos leões, com o intuito de modernizar o espaço

Mudanças em Alvalade têm dado que falar
Mudanças em Alvalade têm dado que falar

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Como já antecipado pelo diário desportivo Record, o Sporting está mesmo com o pé no acelerador no que concerne às obras em Alvalade: após ter procedido à desmontagem do ecrã gigante do topo Sul do reduto principal dos leões, a estrutura verde e branca já está mesmo a intervencionar o que foi edificado na bancada Norte.

É importante ressaltar que o objetivo deste projeto, ‘Alvalade 2.0’, é desmantelar os objetos que remontam à fundação do Estádio, ou seja, agosto de 2003, colocando novos, mais funcionais e modernos. Desde que Frederico Varandas tomou posse no Sporting, em 2018, a Direção tem vindo a tomar largos passos em direção à melhoria das infraestruturas do Clube, ação que tem sido do agrado da comunidade leonina.

Vale lembrar que este projeto incidiu, para além dos dois ecrãs gigantes, sobre os anéis anteriores, as casas de banho e os elevadores. Será ainda inaugurado, na próxima época, um novo espaço – o ‘SCP Business Hub’, que servirá para receber diversos eventos e para ‘cowork’ fora dos dias de jogo.

De igual modo, o fosso de Alvalade vai ser alvo de alterações, sendo que o Sporting vai mesmo dar início às obras com o intuito de fechar o mesmo. Devido à dimensão da obra, a conclusão da mesma só será possível perspetivar durante a época de 2025/26, que também corresponde à última do mandato dos atuais órgãos sociais. Importa ainda ressalvar que os leões já renovaram toda a zona das bilheteiras em redor do Estádio.

No confronto da Seleção frente aos finlandeses, no dia 4 de junho, as obras nas bancadas já estavam à vista: segundo imagens divulgadas pelos vários meios de comunicação, os camarotes do Estádio estavam a ser intervencionados ao mesmo tempo que ocorreu o combate, tanto que nem sequer receberam público na partida amigável. Assim, o objetivo desta intervenção assenta na modernização e melhoria das condições dos camarotes.

Recorde aqui este grande momento no Estádio José Alvalade:



Modalidades

BICAMPEÕES

Sporting é a primeira equipa portuguesa de hóquei em patins a vencer a Liga Europeia pela terceira vez

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No sábado, o único dérbi que me prendia a atenção e me dava alguma ansiedade era o da noite. O Sporting-Benfica de hóquei em patins a contar para a meia-final da Liga Europeia. De tal forma que ‘passei’ pelo dérbi de futebol com uma tranquilidade que nem foi alterada quando o resultado estava em 3-0 ou 4-1. Sim, a possibilidade de terminar a Liga de futebol sem derrotas era aliciante. Mas Rúben Amorim estava mais interessado, e bem, em perceber num jogo de elevado grau de dificuldade como se comportava a dupla Daniel Bragança/Matheus Nunes. Porque na próxima época, sem o descanso europeu a meio da semana e sem a certeza de poder contar com João Mário, talvez esses jogadores sejam chamados mais vezes ao onze... ou não, depende da leitura que o treinador fez ao desempenho deles, não podendo a mesma ser elaborada à margem do facto de o Benfica ter promovido naquele sector do terreno uma luta de 3 para 2, com a colocação de Pizzi sempre perto de Weigl e Taarabt, o que se alterou de certa forma aos 53’ com a troca do marroquino por Gabriel. Mas deixemos o futebol e vamos lá ao que interessa.

Na década de 1970 era fácil ter enorme paixão pelo hóquei em patins. Não sei, para dizer a verdade, se gostava mais que o meu pai me levasse ao hóquei ou ao futebol. Ver o Chana passar por trás da baliza, fazer a picadinha e conseguir o golo com um pequeno toque ‘aéreo’ ao primeiro poste era o momento especial pelo qual sempre esperava. E raro era o jogo em que o craque me dececionava por não o concretizar. Dizia-me o meu pai que o Livramento é que era o verdadeiro génio da ‘coisa’. Mas eu só tinha olhos para os golos do Chana e para as defesas do Ramalhete. E, claro, lá estive aos 9 anos na meia-final de 76/77 contra o Voltregá, como não faltei à primeira mão da final com o Villanueva do fantástico Carlos Trullols (entre ele e o Ramalhete é melhor não discutir qual era melhor, eram os dois autênticos muros à frente da baliza). O Sporting era indiscutivelmente a melhor equipa da Europa. De tal forma que a Seleção de Portugal foi campeã europeia nessa altura com o cinco leonino.


Quando o Sporting deixou de ter equipa sénior de hóquei em patins, a meio da década de 1990 chamei muitos nomes a muita gente. Para mim, era impensável terminar com a segunda modalidade que mais troféus internacionais dera ao Clube, entre eles o de campeão europeu. Mas ser sportinguista também é isto, ter de assistir a episódios vergonhosos e seguir o caminho com a convicção de que os dias de sol serão mais que os de chuva. E a verdade é que o sol voltou a brilhar pelo trabalho insistente de Gilberto Borges, peça-chave para o regresso da modalidade a partir de 2010 (na 3ª divisão), embora, de forma oficial, o hóquei em patins só voltasse à gestão do Clube em 2014. E logo nesse ano foi contratado Ângelo Girão e seria conquistada a Taça CERS. Foi o primeiro passo.


Em 17/18, ao fim de 30 anos de seca, o hóquei voltou a vencer o título português. Um ano depois, em 2019, nova marca cairia, o Sporting vencia a Liga Europeia 42 anos depois do ‘cinco mágico’ (Ramalhete, Sobrinho, Rendeiro, Livramento e Chana) o ter conseguido pela primeira vez.

Depois disto, restava a afirmação definitiva: ser a primeira equipa portuguesa a revalidar o título e ser a única equipa portuguesa com três triunfos na principal competição, ultrapassando os dois de FC Porto e Benfica.


Foi com isto tudo na cabeça que assisti ao emocionante jogo com o Benfica, acreditando sempre na vitória apesar de andarmos de desvantagem em desvantagem... até à vantagem final nos penáltis.

Bom presságio: em 2019 (lá estive, agora no Pavilhão João Rocha, com mais 42 anos do que o miúdo de 9 em 1977) também passámos pelo Benfica na meia-final antes de enfrentarmos o FC Porto no jogo final. Pela televisão e não ao vivo, não foi a mesma coisa. Mas no final a alegria por ver o Sporting bicampeão (mais Gilberto Borges [diretor da secção], João Alves [secretário técnico], Paulo Freitas [treinador] e os jogadores Girão, Platero, Toni Pérez, Zé Diogo, Romero, Pedro Gil e Ferrant-Font, nomes que se repetem nos dois títulos) valeu por tudo.

As últimas semanas foram em tons de verde e branco. No final desta, o futebol feminino pode ser campeão nacional, se vencer o Benfica na última jornada A equipa de basquetebol começará a discutir o título frente ao FC Porto e a de futsal, se tudo correr sem surpresas, também estará na final do playoff. Esta mesma equipa de hóquei em patins segue em vantagem sobre o Óquei de Barcelos para atingir a final. Vamos acreditar. Em breve teremos mais dias de sol para sorrir.


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