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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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20 Mai 2020 | 09:00 |
O Sporting CP pode vir a perder a maioria do capital social da SAD sem que os Sócios sejam consultados numa Assembleia Geral. Em declarações exclusivas ao Leonino, Carlos Vieira, antigo vice-presidente do Sporting CP, alerta para o facto de quando os Sócios aceitaram que o Clube emitisse os Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOCs), abriram a porta a que, eventualmente, o Sporting CP pudesse vir a perder a maioria da SAD. “A emissão das VMOCs tem como condição prévia que os Sócios já tenham deliberado sobre a possibilidade dessas obrigações se transformarem em ações e, portanto, que o Clube possa vir a perder a maioria da SAD”, começa por afirmar Carlos Vieira. O vice-presidente responsável pelas contas leoninas na Direção anterior recorda que quando os Sócios autorizaram, em 2011, a Sporting SAD a emitir VMOCs sabiam que a perda da maioria da SAD era uma possibilidade. “No mandato do José Eduardo Bettencourt e, posteriormente, quando o Conselho Diretivo de que fiz parte, emitiu novas VMOCs, os Sportinguistas aceitaram uma eventual perda da maioria da SAD”, explica Carlos Vieira, o que só acontecerá caso o Clube não cumpra o acordo com os bancos e não compre as VMOCs. De qualquer forma, o Leonino sabe que os bancos também estão disponíveis para continuar a protelar a data de vencimento das VMOCs, dando tempo ao Sporting para as adquirir. Carlos Vieira lembra que, no acordo celebrado com os bancos em 2014 e posteriormente renegociado em 2018, o Sporting CP melhorou as condições de compra das VMOCs. “No acordo assinado em 2014, o Sporting CP só tinha direito de preferência sobre o número de VMOCs necessárias para manter a maioria do capital social da SAD. Em 2018, com o novo acordo, os bancos aceitaram que o valor das VMOCs fosse mais baixo (30 cêntimos cada ação), e obrigaram o Sporting CP a assumir a responsabilidade de comprar todas as VMOCs. Reestruturação financeira resolve Quanto à situação atual, Carlos Vieira reforça que o Sporting CP só perde a maioria da SAD se entrar em incumprimento com o que foi assinado com as entidades bancárias. De acordo com o ex-número um das finanças do Clube, “no momento em que o Sporting entrar em incumprimento, o acordo quadro pode cair e os bancos tornam-se acionistas maioritários da SAD, com total liberdade para vender a sua parte a quem entenderem.”. Questionado sobre se, em algum momento, será necessária, nesse caso, a realização de uma Assembleia Geral, o comentador do Leonino elucida que “a única Assembleia Geral que é necessária é se o Sporting (Clube) quiser vender as suas ações na SAD. Tudo o resto, já está decidido”. De qualquer forma, havia e há uma solução para o Clube resgatar para si o controlo da situação. “A reestruturação financeira que estava em curso em 2018 permitiria adquirir toda a dívida e as VMOCs, acabando com este problema”, conclui Carlos Vieira.
Fotografia de Sporting CP
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".