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Clube
07 Set 2020 | 13:44 |
Os Núcleos (ou parte deles) do Sporting Clube de Portugal têm todo o direito de questionar as opções que são tomadas em relação aos seus interesses por parte do departamento que, a partir de Alvalade, escolhe os caminhos; têm todo o direito de expressar os seus anseios; têm todo o direito de reivindicar condições que lhes permitam manter a porta aberta; têm, em suma, todo o direito de exigir ser ouvidos sobre os assuntos que se relacionam com o seu regular funcionamento. Mas isto insere-se no âmbito do relacionamento com o Clube.
Ora, na passada semana, um grupo significativo de 29 Núcleos (cerca de 10 por cento dos que estão em atividade) confundiu as ‘águas’, quando as mesmas têm de ser bem separadas. Enviaram para os Órgãos Sociais do Sporting CP uma carta onde expressaram preocupação com uma série de opções que têm sido tomadas pela… SAD. Quatro das questões colocadas referem-se a possíveis opções da SAD, que podem ou não ser tomadas. Têm que ver com a gestão do grupo de trabalho de futebol profissional. De uma vez por todas, já é tempo (são quase 25 anos) de os Sócios do Sporting CP perceberem que não cabe a eles definirem qual o treinador ou jogadores a contratar; não lhes cabe o papel de negociar eventuais transferências. Uma administração tem autonomia de decisão em relação à gestão e, se os accionistas não estiverem de acordo com o rumo, não lhe renovam o mandato. Simples. Num processo democrático, não anárquico. É óbvio que as questões não iriam receber qualquer tipo de resposta, tal como veio a verificar-se. E nem poderia ser de outra forma. Conheço e estimo vários dos muitos subscritores do documento e digo-lhes, através deste artigo, que as coisas não se fazem assim. Mas, como diria alguém que bem conhecemos, ‘já está, já está’.
Se existem muitos Sócios a querer questionar as opções que são tomadas pela SAD, então devem é solicitar ao PMAG do Clube a realização de uma AG onde esses mesmos associados, no papel de maior acionista da Sociedade Desportiva (ainda que de forma indirecta), possam interpelar os seus representantes no Conselho de Administração. Porque esse é, também, o outro lado da moeda, quando um administrador de SAD entende não dever explicações a Sócios do Clube. Está errado. Tem sim senhor de prestar esclarecimentos, porque na Sporting SAD os administradores não ‘são’, antes ‘estão’ no cumprimento de um papel que o accionista maioritário (Sócios do SCP) lhes atribuiu por um prazo limitado.
Consigo compreender o porquê de na atualidade surgirem cada vez mais Sócios a questionar cada opção tomada pelo Conselho Diretivo ou pelo Conselho de Administração. Afinal, passou-se, em apenas dois anos, de uma situação de total transparência e explicação pormenorizada de cada decisão, para um quadro de grande opacidade. A impreparação dos atuais Órgãos Sociais também se revela nessa incapacidade de comunicação, a qual ora surge sob a forma de mentira ou sob a forma de propaganda.
Seja como for, por muito descontentamento que exista, o local para o fazer ouvir é a AG, e a forma é através da intervenção democrática, a qual está à disposição de qualquer Sócio que o entenda. Não é de forma contínua no espaço público, tão pouco através de cartas fadadas a não terem qualquer feedback. O caminho passa por discutir menos, mas melhor. O que não significa ficar em silêncio quando os interesses do Sporting estiverem sob ameaça.
P.S - O Núcleo de Mértola anunciou na passada semana o encerramento de portas. Sei que outros conseguiram evitar o mesmo desfecho devido à acção solidária e benemérita do Sócio Joaquim Coutinho Duarte. Mas sobre a forma hipócrita como a ‘elite’ lisboeta, subscritora de candidaturas atrás de candidaturas, olha e usa os Núcleos escreverei um dia destes.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52