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Clube
10 Dez 2019 | 19:57 |
O 11.º dia do julgamento de Alcochete teve Bruno Fernandes e Ristovski a falar. Os dois jogadores falaram por videoconferência, a partir do tribunal do Montijo. O jogador macedónio contou com um tradutor. Ambos falaram sobre os momentos de terror que viveram. O atual capitão do Sporting CP disse que ninguém lhe tinha tocado, mas que ouviu frases como “vamos matar-vos”. “Estava no balneário quando os indivíduos chegaram de forma gradual, com as caras tapadas. Do que consegui ver foram diretos ao Patrício e ao William, depois ao Acuña e ao Battaglia. Vi o Ricardo Gonçalves a tentar ainda segurá-los enquanto os indivíduos estavam a gritar com eles. Eu e o Seba [Coates] tentámos impedi-los mas não conseguimos, disseram que não era nada connosco. Deviam ser uns seis ou sete que se dirigiram primeiro ao Patrício e ao William. Entraram, começaram a mandar coisas pelo ar, chamaram filhos da puta, depois deram um soco nas costas ao William, uns empurrões ao Patrício e vi que bateram, com murros e pontapés, ao Battaglia e ao Acuña. Enquanto entravam no balneário ouvi frases como ‘Acuña, vou-te apanhar’, ‘Vamos matar-vos’, ‘Vocês não merecem vestir esta camisola’ e ‘Não ganhem no domingo que vão ver o que vos acontece. O Battaglia tentou vir para perto de mim, que estava na zona das macas, e tentei pegar na máquina do gelo para impedir que lhe acertassem. Atiraram-lhe um garrafão de água na zona dos braços. Não tive tempo de reagir ou pensar porque foi tudo muito rápido. A mim ninguém me tocou, tirando um que me meteu o braço e disse que não era nada comigo. Nunca tinha vivido uma coisa destas e acho que não aconteceu nada assim em lado algum. Mais do que a minha vida, pensei na minha filha e na minha mulher. Tive medo do que podia acontecer à minha família e pedi à minha mulher que pegasse na minha filha e fosse logo para o Porto”, disse. Já o defesa direito revelou que mandou a sua família para a Macedónia e que se mudou para um hotel. “No corredor que dá acesso ao balneário entraram 15 a 25 pessoas, no balneário foram uns dez ou 15. Tentaram ver quem estava de pé e quem estava sentado para perceberem em quem batiam primeiro. Eles disseram: ‘Esta é a vossa a última oportunidade, não podem jogar assim’. Houve quatro ou cinco que rodearam o Acuña e lhe deram chapadas de mão aberta na cara e na cabeça. Também consegui ver o Battaglia a ser agredido, apesar de estar a tentar defender-se, mas não eram os mesmos porque quando entraram dividiram-se. Estava muito fumo, não consegui identificar bem nenhuma das pessoas que entrou no balneário. Depois disto fiquei alojado num hotel, mandei a minha família para a Macedónia porque tinha um filho menor. Hoje quando o Sporting CP perde um jogo fico com medo e recordo esta situação", contou. O julgamento continua quinta-feira. O único jogador a falar é Daniel Podence, via Skype, visto agora jogar na Grécia.
Fotografia do Sporting CP.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52