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Clube
08 Jan 2020 | 19:38 |
A sessão de hoje do julgamento do caso Alcochete ficou marcada por uma declaração insólita de André Pinto, o jogador ouvido. O defesa central, agora nos sauditas do Al Fateh, disse que “foi entrar, nem um boa tarde, nada, e partir para agressões”. O jogador descreveu o ataque via Skype. “Estava no ginásio, que dá para ver o exterior porque é em vidro e foi aí que me deparei com os primeiros indivíduos. Dirigi-me logo para o balneário. Assim que vi os primeiros fui logo para o balneário mas eram os primeiros, não eram muitos. Alguns iam em passo acelerado, iam à procura de algo. Todos de rosto tapado. A ideia que tenho é que estariam quase todos, 90% do plantel estava no interior do balneário. Também havia elementos do staff e da equipa técnica. Não sei precisar mas estariam quase 30 pessoas, contando com todos. A porta estava aberta, o secretário técnico, o senhor Vasco tentou fechar a porta mas era uma porta de ferro que era preciso alguma força e os indivíduos conseguiram entrar. Entraram praticamente todos como uma avalanche, ou foram entrando porque a porta não é assim tão larga. Mas tudo muito rápido, a empurrar. Vi muito fumo por causa das tochas. Durante a confusão ouviu-se o alarme de incêndio, não sei precisar quando. O que tenho memória foram os nomes do Acuña e do Battaglia, dois colegas meus de equipa na altura. Vinham com expressões fortes, ‘Vamos matar-vos’, ‘Não merecem a camisola que vestem’. A única agressão que vi foi ao Misic, que estava próximo, e levou com cinto na face. O resto não presenciei porque se gerou uma grande confusão. Vi apenas um indivíduo com o cinto na mão porque estava sentado no meu lugar. Havia alguns mais exaltados do que outros mas não vi nenhum a apaziguar nem vi ninguém a responder a nada do nosso lado. Não houve um único contacto, nada. Também não me apercebi que alguém tenha tentado sair mas não creio que fosse muito viável. O meu sentimento era que era impossível sair dali, levantar-me e sair. Estavam todos de pé, a caminho da porta. Um com um cinto, outros a ameaçar, era impossível. Mesmo que não tentasse sair fiquei com receio, felizmente não fui vítima de nenhuma agressão física mas foi algo breve que me pareceu uma eternidade. Tenho ideia que alguns começaram a dizer ‘Vamos embora, vamos embora’ e começaram a sair, a dispersar. Ouvi um a dizer que se não ganhássemos o próximo jogo que nos matavam. Foi algo que ninguém estava à espera, nunca tinha tido uma vivência dessas e fiquei com receio por aquilo que podiam ser a consequências com família e esse tipo de coisas”, disse o jogador. O julgamento será agora retomado na próxima quarta-feira (dia 15) de manhã, com os testemunhos do preparador João Reis e do massagista Hugo Fontes.
Fotografia da UEFA.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52