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Clube
17 Set 2020 | 16:00 |
Depois da ordem de despejo, o que pode acontecer? Esta é uma das perguntas mais feitas nos últimos dias, no que diz respeito à notificação recebida pela Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI no passado dia 13 de setembro (LER AQUI). Soraia Quarenta, advogada e Sportinguista, explica, num exclusivo Leonino, qual pode ser o futuro desta situação.
“Na prática, nada. Foi realizada uma interpelação formal que poderá ou não ser acatada. Caso não se verifique a saída, terão de ser acionados os competentes meios judiciais”, começou por explicar, no caso de as duas claques não abandonarem as suas sedes, uma vez que a carta registada surgiu do Sporting CP e ainda não se trata de um caso judicial.
De forma a entender que mais o Clube de Alvalade pode fazer para levar a sua avante, a advogada foi clara: é preciso, de uma vez por todas, perceber a quem pertence o espaço que os grupos organizados de adeptos (GOA) ocupam.
“Em primeiro lugar, importa aferir quem é o legítimo proprietário ou possuidor do espaço, pois só esse terá legitimidade para reivindicar os espaços. Em qualquer dos casos, não existindo um contrato de arrendamento ou outro título válido para que as claques estejam nos espaços, restará ao legítimo proprietário ou possuidor dos mesmos intentar uma ação de reivindicação da posse, para que os ocupantes saiam, mediante ordem judicial. Caso existam algum tipo de contrato de arrendamento, terá de ser através de uma ação de despejo. De qualquer das formas, passará sempre pelo recurso aos tribunais, não tendo as autoridades policiais qualquer legitimidade ou poder para retirar de lá quem quer que seja, uma vez que se trata de matéria civil e não penal”, continuou.
Ainda assim, torna-se importante referir, mais uma vez, que as claques apenas foram consideradas ilegais pelo Clube, algo que não existe, pois não foi nada ilícito apontado a nenhuma delas. Além disso, as mesmas continuam a ser registadas como associações.
“As claques apenas foram consideradas "ilegais" pelo próprio Clube, sendo que o termo ilegal até tem uma utilização imprópria. Não existe tal coisa como uma claque ilegal, uma vez que nada de ilícito foi feito pelas mesmas. O que existe é uma obrigatoriedade de registo como Associação das mesmas que, se continuar a ser cumprido, manterá as claques em plena regularidade. Desde que cumpram com os requisitos exigidos para que se tenham como GOA (registo como associação, registo junto do IPDJ e registo atualizado dos seus membros), as claques estarão dentro da legalidade, apenas lhe tendo sido retirados os apoios pelo Clube, o que, por si só, não lhes determina qualquer tipo de irregularidade”, indicou.
Para terminar, Soraia Quarenta voltou a relembrar tudo o que está em causa nesta situação: “De uma forma geral, o que está em causa é isto. O crucial é também saber quem é o real proprietário do espaço pois fala-se que os mesmos são da Câmara e não do Sporting CP, mas que esta, algures já depois das primeiras tentativas de retirada das claques, fez um acordo de cedência dos espaços ao Sporting CP. Não se sabendo se o mesmo é verdade ou não, era importante tentar perceber se realmente aconteceu, em que moldes foi feito esse acordo e se os ocupantes do espaço, à data devidamente autorizados ou, pelo menos, tolerados, foram informados dessa cedência. Só assim se poderia aferir concretamente da legitimidade das pretensões de cada uma das partes envolvidas”, concluiu.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52