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AG DAS AGRESSÕES

Reportar e comentar a AG do Sporting a partir de uma troca de sopapos entre dois Sócios, na rua. É este o jornalismo dos novos tempos

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

28 Set 2020 | 11:13 |

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Na Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, realizada no sábado, ocorreram várias agressões, mas de uma forma geral os media optaram por reportar e comentar a reunião magna a partir daquela que é, para mim, a menor: um Sócio que deu um soco noutro numa AG em 2018, que tentou agredir um segundo e ainda teve comentários racistas na mesma ocasião para com um associado com ascendência africana (acabando expulso da sala); que tem actuado como agente provocador publicando várias ameaças e promessas de acerto de contas nas redes sociais, ter estado envolvido uma vez mais numa troca de sopapos não encerra nada de novo nem de extraordinário. Não concordo nem apoio qualquer forma de violência, mas também não aceito que se tente transformar em vítima alguém que criou de forma consciente o cenário para este desfecho excessivo. Teve os cinco minutos de fama que tanto procurou, porque afinal este é o jornalismo dos novos tempos, aquele que tem mais audiências ao reportar e comentar uma troca de sopapos na rua, em vez de procurar a notícia nas outras ‘agressões’ ocorridas.


Compreendo que para os media seja desinteressante, e uma perda de tempo, reportar e analisar agressões bem mais preocupantes como o retirar da liberdade de voto a um determinado grupo de cidadãos num país democrático. E no entanto os responsáveis pela realização das últimas 6 AG’s do Sporting (com Rogério Alves à cabeça) fizeram-no. Sim, a colocação do código de barras nos boletins (entretanto trocados por um código numérico que garante o mesmo resultado) permite conhecer o sentido de voto de cada Sócio, porque quando este apresenta o cartão para fazer a acreditação, o programa gera um código, sempre diferente, que imprime no boletim. No final, já com o voto colocado no boletim, é fácil ligar esse número de código ao Sócio respetivo. Pela minha parte, é-me igual que os Órgãos Sociais do Clube saibam como voto em cada AG. Mas não sei se os funcionários do Clube que são associados (a grande maioria) terão o mesmo entendimento. Duvido, porque ficam totalmente expostos e obviamente limitados a votar no sentido pretendido pelo CD, sob risco de perderem o emprego. Ora, nesta Assembleia Geral Ordinária na qual participaram 3.115 Sócios (a mais concorrida dos últimos seis ano, pelo menos), os que votaram de forma favorável às pretensões do CD não chegaram aos 740. E entre estes, quantos sobram se excluirmos elementos dos Órgãos Sociais e funcionários? Diria que pouco mais de 650.


Também não se deu o devido destaque a outra ‘agressão’: a forma como os Sócios do Sporting deram um enorme ‘murro no estômago’  à forma como o Clube tem sido gerido. Os comentadores afetos a Frederico Varandas atribuíram o resultado à mobilização das claques, creditando-lhes uma quantidade decisiva de votos. Curioso, quando fui votar cruzei-me com o grupo de elementos da Juve Leo que também exerceu o seu direito. Bem contados não ultrapassavam 50. Entre 3.115 Sócios! Quem realmente conhece o Sporting, e a sua orgânica, sabe perfeitamente que a esmagadora maioria dos elementos das claques são avessos a marcar presença nas AG’s. E que nenhum líder de claque é capaz de fazer valer determinado sentido de voto. Mas pronto, explicar tudo o que se passa ou passou a partir do fenómeno ‘claques’ é mais fácil e, afinal, um grande número de consumidores de televisão até aceitam, sem questionar, esta narrativa construída para acéfalos.


O facto de mais de 75 por cento dos votantes terem dito não às opções de Varandas/Zenha/Bernardo deveria ser ‘agressão’ mais que suficiente para o CD retirar daí as devidas ilações políticas. Mas, como é óbvio, estes ‘soldadinhos’ de passo trocado continuarão a pensar que na verdade são os únicos a marchar de forma correta na parada, porque é isso que lhes garantem familiares e amigos. E no entretanto, o Sporting que se aguente. Afinal, o gestor Zenha até explicou o desequilíbrio nas contas pelo elevado investimento feito nas modalidades em 18/19. Por acaso nesse ano o Sporting foi Campeão Europeu em Futsal e em Hóquei em Patins. Se lhe está a escapar algo, explico: o Sporting foi fundado por alguém que tinha como visão colocar as equipas a competir e a ganhar aos melhores dos melhores. Não fundou o Clube para o transformar num ‘player’ do mercado financeiro. Zenha pode fazer de conta que não sabe, mas a verdade é que o Sporting não é a vocação dele. Ter vocação para gerir o Sporting implica ambição por títulos desportivos, não por resultados financeiros.

Claro que há momentos em que o equilíbrio financeiro e a lógica de investimento são atirados borda fora por estas pessoas. Não para obter resultados desportivos, mas para tentar garantir a sobrevivência. Como anunciar nos jornais, em dia de AG, que se contratou um jogador para a equipa de futebol. Aceitar pagar cinco milhões por 50 por cento do passe de Bruno Tabata mostra bem o desnorte que vai nas cabeças daqueles que gerem o Sporting. Andam meses a fio a justificar vendas a preços abaixo do normal como resultado de um mercado influenciado negativamente pela pandemia. Mas na hora de comprar, a pandemia já não consegue fazer oscilar o valor de Pedro Gonçalves (13 milhões) ou Tabata (10 milhões). Conta-me histórias…



Clube

Bruno Sá deixa aviso brutal após analisar contas do Sporting: "Em 2029 chega a fatura"

Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium

Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta
Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta

23 Set 2026 | 16:51 |

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O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.


Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.


Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.


Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.

B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"


“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.


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Gastos com pessoal no Sporting batem todos os recordes e ultrapassam centenas de milhões

Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva

Gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada
Gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada

23 Set 2026 | 12:53 |

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Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.


A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.


Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.


A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.

O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.



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Salário de Varandas no Sporting aumentou; Conheça os valores

Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo

Relatório e Contas da SAD do Sporting revelou-se bastante positivo para a estrutura e destacou o aumento do salário de Varandas
Relatório e Contas da SAD do Sporting revelou-se bastante positivo para a estrutura e destacou o aumento do salário de Varandas

23 Set 2026 | 09:51 |

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Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.


Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.


A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”


“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.

Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.



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