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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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28 Set 2020 | 10:13 |
Na Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, realizada no sábado, ocorreram várias agressões, mas de uma forma geral os media optaram por reportar e comentar a reunião magna a partir daquela que é, para mim, a menor: um Sócio que deu um soco noutro numa AG em 2018, que tentou agredir um segundo e ainda teve comentários racistas na mesma ocasião para com um associado com ascendência africana (acabando expulso da sala); que tem actuado como agente provocador publicando várias ameaças e promessas de acerto de contas nas redes sociais, ter estado envolvido uma vez mais numa troca de sopapos não encerra nada de novo nem de extraordinário. Não concordo nem apoio qualquer forma de violência, mas também não aceito que se tente transformar em vítima alguém que criou de forma consciente o cenário para este desfecho excessivo. Teve os cinco minutos de fama que tanto procurou, porque afinal este é o jornalismo dos novos tempos, aquele que tem mais audiências ao reportar e comentar uma troca de sopapos na rua, em vez de procurar a notícia nas outras ‘agressões’ ocorridas.
Compreendo que para os media seja desinteressante, e uma perda de tempo, reportar e analisar agressões bem mais preocupantes como o retirar da liberdade de voto a um determinado grupo de cidadãos num país democrático. E no entanto os responsáveis pela realização das últimas 6 AG’s do Sporting (com Rogério Alves à cabeça) fizeram-no. Sim, a colocação do código de barras nos boletins (entretanto trocados por um código numérico que garante o mesmo resultado) permite conhecer o sentido de voto de cada Sócio, porque quando este apresenta o cartão para fazer a acreditação, o programa gera um código, sempre diferente, que imprime no boletim. No final, já com o voto colocado no boletim, é fácil ligar esse número de código ao Sócio respetivo. Pela minha parte, é-me igual que os Órgãos Sociais do Clube saibam como voto em cada AG. Mas não sei se os funcionários do Clube que são associados (a grande maioria) terão o mesmo entendimento. Duvido, porque ficam totalmente expostos e obviamente limitados a votar no sentido pretendido pelo CD, sob risco de perderem o emprego. Ora, nesta Assembleia Geral Ordinária na qual participaram 3.115 Sócios (a mais concorrida dos últimos seis ano, pelo menos), os que votaram de forma favorável às pretensões do CD não chegaram aos 740. E entre estes, quantos sobram se excluirmos elementos dos Órgãos Sociais e funcionários? Diria que pouco mais de 650.
Também não se deu o devido destaque a outra ‘agressão’: a forma como os Sócios do Sporting deram um enorme ‘murro no estômago’ à forma como o Clube tem sido gerido. Os comentadores afetos a Frederico Varandas atribuíram o resultado à mobilização das claques, creditando-lhes uma quantidade decisiva de votos. Curioso, quando fui votar cruzei-me com o grupo de elementos da Juve Leo que também exerceu o seu direito. Bem contados não ultrapassavam 50. Entre 3.115 Sócios! Quem realmente conhece o Sporting, e a sua orgânica, sabe perfeitamente que a esmagadora maioria dos elementos das claques são avessos a marcar presença nas AG’s. E que nenhum líder de claque é capaz de fazer valer determinado sentido de voto. Mas pronto, explicar tudo o que se passa ou passou a partir do fenómeno ‘claques’ é mais fácil e, afinal, um grande número de consumidores de televisão até aceitam, sem questionar, esta narrativa construída para acéfalos.
O facto de mais de 75 por cento dos votantes terem dito não às opções de Varandas/Zenha/Bernardo deveria ser ‘agressão’ mais que suficiente para o CD retirar daí as devidas ilações políticas. Mas, como é óbvio, estes ‘soldadinhos’ de passo trocado continuarão a pensar que na verdade são os únicos a marchar de forma correta na parada, porque é isso que lhes garantem familiares e amigos. E no entretanto, o Sporting que se aguente. Afinal, o gestor Zenha até explicou o desequilíbrio nas contas pelo elevado investimento feito nas modalidades em 18/19. Por acaso nesse ano o Sporting foi Campeão Europeu em Futsal e em Hóquei em Patins. Se lhe está a escapar algo, explico: o Sporting foi fundado por alguém que tinha como visão colocar as equipas a competir e a ganhar aos melhores dos melhores. Não fundou o Clube para o transformar num ‘player’ do mercado financeiro. Zenha pode fazer de conta que não sabe, mas a verdade é que o Sporting não é a vocação dele. Ter vocação para gerir o Sporting implica ambição por títulos desportivos, não por resultados financeiros.
Claro que há momentos em que o equilíbrio financeiro e a lógica de investimento são atirados borda fora por estas pessoas. Não para obter resultados desportivos, mas para tentar garantir a sobrevivência. Como anunciar nos jornais, em dia de AG, que se contratou um jogador para a equipa de futebol. Aceitar pagar cinco milhões por 50 por cento do passe de Bruno Tabata mostra bem o desnorte que vai nas cabeças daqueles que gerem o Sporting. Andam meses a fio a justificar vendas a preços abaixo do normal como resultado de um mercado influenciado negativamente pela pandemia. Mas na hora de comprar, a pandemia já não consegue fazer oscilar o valor de Pedro Gonçalves (13 milhões) ou Tabata (10 milhões). Conta-me histórias…
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."