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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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02 Fev 2021 | 11:39 |
1 – A vitória do Sporting sobre o Benfica foi construída a partir da ideia-chave que escrevi neste mesmo espaço há uma semana: a equipa nunca deixa de acreditar no seu processo e tem uma matriz de jogo inegociável seja em que campo for. Não altera o modelo para se adaptar ao adversário, antes obriga que este muitas vezes se desvie do seu caminho para tentar travar os Leões. Desde logo o Sporting entra com boa vantagem, por que está a trabalhar em cima dos princípios treinados desde o início da época, em vez de preparar um plano durante dois/três dias. Se repararem, FC Porto (duas vezes), Sp. Braga (outras tantas) e Marítimo (na Taça) foram as únicas equipas que aceitaram bater-se com o Sporting sem alterar as respetivas ideias-base. Foram jogos difíceis, mas mesmo assim conseguimos três triunfos, um empate e apenas uma derrota.
Ontem, em Alvalade, o golo surgiu nos descontos mas isso não significa que a equipa estivesse a aceitar o empate. Como não o estava a aceitar frente ao FC Porto no jogo na Taça da Liga. Quem acredita verdadeiramente, fá-lo até ao último segundo. Equipa que quer empatar troca bola de forma segura, procura jogar com o relógio. Ora, o Sporting não fez nada disso. Limitou-se a jogar e a acreditar. E o golo, como em tantas outras ocasiões, acabou por aparecer. O Benfica, sim, aceitava o empate. Desde o início do jogo, como se viu. Basta atentar no facto de nem no Dragão este adversário ter abdicado de dois pontas-de-lança (Darwin e Seferovic), mas frente ao Sporting só jogou um, ficando Cervi e Rafa com a função de serem os apoios interiores, ou seja, o Benfica entrou de forma a ser o reflexo do Sporting no espelho, tentando um encaixe total. Este é o princípio de anular o opositor em vez de o tentar superar numa dada zona do relvado. É quase o contrário de tudo o que Jorge Jesus tem defendido neste jogo desde há 10 anos. E este treinador, ao longo da última década, terá abdicado da sua proposta apenas uma mão cheia de vezes, aquelas em que pretendeu apenas sair ‘vivo’ do desafio. Pois foi isso mesmo, enquanto o Sporting foi a jogo para aumentar a vantagem sobre o rival para 9 pontos (o que conseguiu), o Benfica aceitou como bom regressar à Luz com os 6 pontos de diferença, procurando deixar para a segunda volta o acerto de contas.
As contas da Liga estão bem longe da definição final, mas uma coisa é certa: só Sporting e FC Porto estão agora a lutar pelo título, porque quando uma equipa se encontra a mais de dois resultados de distância (7 a 9 pontos) apenas pode aspirar lutar para voltar à discussão do campeonato. Enquanto o Benfica tiver três (ou mais) resultados de distância estará fora das contas do 1º lugar.
2 – Não aceito uma ideia que ontem ouvi a vários sportinguistas: o investimento feito em Paulinho fica justificado com uma entrada direta na Liga dos Campeões. Desculpem, não fica. Fica justificado se o Sporting for campeão, nada menos que isso. Não aceito por uma razão muito simples: o investimento garantido desta operação (16.8 milhões, mais cinco salários de Sporar e parte significativa de 41 salários de Borja) não irá ficar muito longe daquilo que o Sporting encaixa se entrar diretamente na Liga dos Campeões. Anda por aí informação muito errada quanto aos valores que se recebem na Champions. Sempre que na TV ouço alguém falar deste tema, referindo-se ao Sporting, atira com ’40 milhões’. Ainda há poucas semanas ouvi esse disparate a Helena Costa, a comentadora da Sport TV num jogo dos Leões. Como ouço esse mesmo disparate quando falam em ’50 milhões’ ao referirem-se a verbas de entrada para Benfica e FC Porto. Os números são bem simples: 15,5 milhões de prémio igualitário para cada um dos 32 participantes, ao qual se soma uma verba variável entre 35,2 milhões (para a equipa que ocupa o 1º lugar do ranking a 10 anos) e os 1,1 milhões (para quem ocupar a posição 32 desse mesmo ranking). No melhor cenário, o Sporting conseguirá entrar como 23º colocado no ranking (10,1 milhões), mas se não existirem grandes surpresas nos campeonatos de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Portugal, Rússia, Holanda e Ucrânia, o mais certo é que consigamos atingir a posição 25 (8,8 M) ou 26 (7,7M). Assim, podemos de forma realista aguardar um encaixe entre os 23M e os 25M. Como se percebe, não seria por aqui que o Sporting melhoraria a sua situação financeira. Sem Paulinho, o Sporting conseguiu ter o objetivo Champions ‘seguro’ por 9 pontos. Por isso, este será sim um investimento de grande significado se ajudar a dar o título que nos foge desde 2002.
Já agora, só a título de curiosidade: ao FC Porto, a entrada na Champions 21/22 deverá render entre 38 a 40M; para o Benfica andará entre 35 a 36,5M. Na presente temporada, como tinha um ranking melhor, o FC Porto encaixou 41,8M como prémio total de entrada e depois conseguiu, com muito mérito, juntar-lhe mais 21,2 milhões em pontos (11,7M) e apuramento para os oitavos-de-final (9,5M), mas para isso foi determinante entrar no Pote 1 (por ser campeão). Ora, se o Sporting não for campeão só com alguma sorte escapa ao Pote 4, e aí baixam de forma significativa as possibilidades de aumentar bem o ‘bolo’ através da obtenção de pontos e qualificação.
3 – Janeiro deveria ser o mês em que o Sporting melhorava de forma substancial a sua folha de pagamentos (que é como quem diz, as suas despesas). Para já, apenas conseguiu libertar-se das responsabilidades salariais por Ristovski, Ilori e Pedro Marques (embora neste caso as verbas sejam irrisórias). Mantém sob pagamento três jogadores que não contam (Renan, Lumor e Bruno Gaspar), embora ainda existam alguns países com a janela de transferências aberta. E juntou um quarto elemento a este fardo: Sporar. Também continuará a pagar parte do salário a Borja e não acredito que não fique com a parte de leão em relação ao ordenado de Camacho (o Rio Ave não tem capacidade para saldar mais que uma pequena parte). Acrescenta à folha Paulinho, Matheus Reis e João Pereira. Em negócios diretos, fecha a janela de transferências com gasto de 16,8M para encaixe de 4M, ou seja, um saldo desfavorável em 12,8M.
Com o título de campeão no coração, o cérebro nem terá capacidade para processar o Relatório e Contas 2020/21, tenha lá o documento as dívidas e os prejuízos que tiver. Prefiro nem pensar noutro cenário...
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".