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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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04 Ago 2020 | 10:15 |
“De salientar a herança pesada com que se deparou este Conselho de Administração, que teve de fazer face a um fluxo de pagamentos recorde na ordem dos 225 milhões de euros”. Esta frase é de Frederico Varandas e escreveu-a na mensagem dirigida aos acionistas da Sporting SAD, quando da apresentação do Relatório e Contas da época 2018/19. Em rigor, a mesma não é correta porque as despesas relativas a dois meses desse exercício foram pagas, sim, pela Comissão de Gestão. Despesas relacionadas com salários, realização de novos contratos, renovações, e as demais que se prendem com o dia a dia da atividade de uma empresa. Mas dou de barato estes milhões. Vamos apenas centrar-nos na ideia ‘herança’ de 225 milhões para pagar.
A maior fatia deste total prende-se com o pagamento de salários, mais todos os custos inerentes à atividade do futebol profissional (a maior parte das pessoas não tem sequer noção da quantidade de bens e serviços que é necessário adquirir). Neste capítulo temos a liquidação de 109,1 milhões de euros. Acontece que, por um lado, a herança de contratos assinados tem dois sentidos: os que são para pagar e os que são para receber; por outro, não foi a administração anterior que fez uma gestão entre receitas e custos ordinários (sem recurso a transferências de jogadores) na ordem dos quase 30 milhões negativos. Assim, na realidade, a verdadeira herança aqui cifra-se em cerca de 20 milhões, ou seja, o desvio que sucedeu em 2017/18 entre gastos e rendimentos. Fixem este número para mais à frente o perceberem nas contas finais.
A segunda maior fatia no fluxo de pagamentos de um total de 225 milhões prende-se com o investimento feito nas equipas de futebol profissional, ou seja, verbas ligadas à aquisição de passes de jogadores, quer dos que entraram quer dos acordos que se venciam nessa época por transferências anteriores. Neste ponto temos a liquidação de 54,4 milhões de euros. Entre outros, havia que pagar, em 2018/19, parte das transferências de Raphinha, Acuña, Bruno Gaspar, Viviano, Misic, Ristovski, Seydou Doumbia, Bruno Fernandes, Matheus Oliveira, Piccini, Bas Dost, Battaglia, Rúben Ribeiro ou Diaby, mas também Ilori, Doumbia, Borja, Plata e Luiz Phellype. Uma vez mais percebemos o ‘rigor’ de Varandas ao falar em herança quando nestes custos estão envolvidos cinco jogadores adquiridos pelo Conselho de Administração que ele lidera… E, uma vez mais, não herdou apenas a conta para pagar, havia igualmente outra a receber, produto das transferências, já negociadas quando ele entrou, de Piccini, William Carvalho e Demiral, num total de 27,5 milhões, mais 8 milhões que o Sporting iria receber de transferências feitas em temporadas anteriores. Portanto, Varandas tinha 54,4 milhões a liquidar e 35,5 milhões a receber. Dir-se-à: então a herança foi de 18,9 milhões. Na verdade, menos, já que a esses 18,9 milhões há a descontar as verbas pagas no mesmo exercício por Luiz Phellype, Ilori, Plata, Doumbia e Borja, as quais totalizaram 3,672 milhões. Assim, e este é mais um número para guardar, a herança neste capítulo foi de 15,228 milhões. Mas tal herança, como se sabe, veio a proporcionar à SAD muitos milhões de ganho, em 19/20, mas isso são outras contas.
Vamos finalmente ao capítulo daquilo que em rigor se pode apelidar de herança: 30 milhões de um Empréstimo Obrigacionista a vencer em Novembro de 2018; 13,485 milhões de uma operação de titularização de crédito a vencer em junho de 2019; 7,763 milhões de um empréstimo bancário a vencer em junho de 2019 e 618 mil euros de um leasing a vencer em junho de 2019. A verdadeira herança que a administração liderada por Bruno de Carvalho deixou quando viu o mandato interrompido de forma abrupta foi, portanto, de 51,866 milhões. Bastava que qualquer candidato às eleições de 2018 tivesse analisado os Relatórios e Contas relativos ao exercício 16/17 e os três trimestrais de 17/18 (porque à data das eleições não havia ainda o ReC de todo o exercício 17/18) para ficar com uma ideia precisa do estado em que estavam as contas. Aliás, veja-se que numa primeira fase Salgado Zenha opta pela honestidade ao referir a inexistência de qualquer buraco ou surpresa nas contas. Mas depois, sem se perceber bem porquê, começou a liderar o movimento discursivo da ‘herança’, talvez inspirado por João Pedro Varandas, o irmão de Frederico, que não se cansou de vender a mesma ideia quando esteve no Sporting nos mandatos de Soares Franco e Godinho Lopes. Enfim, nada de novo.
Concluindo esta questão, e numa leitura muito simplista, temos que em limite Frederico Varandas poderia referir-se a uma herança de 87,094 milhões de euros (51,866+15,228+20) e não 225,2 milhões, relativamente às contas do exercício 18/19. Já no exercício 19/20 pode falar numa herança de 16,135 milhões, por conta da titularização de créditos feita pela anterior administração, a qual venceu em maio deste ano.
Então agora apliquemos esta mesma lógica à herança que Frederico Varandas deixaria se ao dia de hoje fosse sujeito a interromper o mandato, tal como sucedeu com Bruno de Carvalho. O seu sucessor ‘só’ tinha de liquidar um Empréstimo Obrigacionista de 25,922 milhões em novembro de 2021; 58 milhões de uma operação de titularização de créditos que vence em junho de 2022; 19,770 milhões de um empréstimo bancário que vence em junho de 2022; além das atuais dívidas de 61,944 milhões a fornecedores! Bom, são 165 milhões para liquidar em dois anos, contra os 103 milhões herdados para saldar nos mesmos dois anos. Significa isto que Varandas vai mantendo o barco a flutuar à custa da titularização dos créditos da NOS e das transferências dos melhores jogadores ‘herdados’ da gestão de Bruno de Carvalho. Mas entre o plantel que recebeu e o atual existe uma enorme diferença de qualidade e de valor de mercado, pelo que os quase 200 milhões faturados nos últimos dois anos são praticamente irrepetíveis nos próximos dois.
Partindo do princípio que Varandas levará o mandato até final, o que se pode desejar é que pelo menos trate de liquidar até março de 2022 os quase 62 milhões de dívida a fornecedores e que equilibre os custos operacionais com os rendimentos, por forma a que se pare de recorrer a receitas extraordinárias para tapar buracos. Porque o Empréstimo Obrigacionista será reembolsado através de nova emissão de dívida que a próxima administração herdará, juntamente com pelo menos outros 78 milhões de titularização de créditos e empréstimos. Logo, a administração que vier a seguir terá sempre como garantida uma dívida para saldar no valor de 108 milhões, entre 2022 e 2024. É por isto que falar em heranças não é o melhor caminho…
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".