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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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16 Nov 2020 | 17:47 |
Quando nos primeiros anos deste século o presidente do Sporting, António Dias da Cunha, denunciou a existência de um conjunto de forças que ajudavam a ‘inclinar’ os campos de futebol onde jogavam as equipas da principal Liga, perguntaram-lhe por nomes, por órgãos da Liga ou FPF, perguntaram-lhe, enfim, que forças eram essas que impediam o Sporting de jogar com as mesmas armas. Dias da Cunha resumiu o esquema numa palavra: sistema. Ele sabia bem os nomes e conhecia-lhes os rostos. Contou com a ajuda de pessoas que nada tinham que ver com o Clube para entender a teia e as ‘aranhas’ que nela se deslocavam com o propósito único de se alimentar de uns para dar de comer a outros. Mas não os podia nomear. Uma coisa era saber o que tais pessoas faziam, outra bem diferente era prová-lo.
Para não variar, o líder do Sporting (como cerca de 10 anos viria a verificar-se com outro, Bruno de Carvalho) foi apelidado de incendiário, de alguém que apenas queria justificar insucessos desportivos recorrendo ao atirar de lama para cima de tudo e todos.
Não se passaram muitos anos entre a denúncia da existência de um ‘sistema’ e o processo conhecido como ‘Apito Dourado’, no qual ficou claro que Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, com o alto patrocínio de Valentim Loureiro, lutavam por uma posição de privilégio sobre o mundo da arbitragem, disciplina e justiça do futebol. Para não variar, neste país ‘faz-de-conta-que-existe-democracia-liberdade-e-justiça’ onde não faltam juízes a facilitar a vida dos escroques, todas as condenações acabaram revertidas anos mais tarde e, para efeitos de cadastro, nenhum crime foi cometido por dirigentes do FC Porto ou Boavista, tão-pouco Luís Filipe Vieira respondeu pela escolha de árbitros, bem plasmada num áudio muito célebre na altura.
De forma ingénua, o ‘país’ pensou que pelo menos o ‘Apito Dourado’ teria o efeito de colocar um ponto final neste tipo de esquemas, que dali em diante os dirigentes de futebol não mais tentariam construir redes de influência porque estavam sob a mira do Ministério Público. E no entanto, querem que comece por onde? Pelos vouchers? Pelo ‘mala ciao’?
Olhando hoje para os dias do ‘Apito Dourado’ verificamos que esse foi um esquema de meninos quando comparado com o ocorrido nos últimos 5 anos. Porque nesses dias do início do século havia um ‘sistema’ e na atualidade existe, um ‘polvo’. Pelo que nos tem sido dado a conhecer, já não é apenas o universo futebolístico da arbitragem, disciplina e justiça que está sob controlo, agora até membros do Governo surgem associados a este ‘polvo’.
Passou quase despercebida ao grande público uma entrevista de Rogério Jóia ao jornal ‘Record’ em 2019. Quem é o personagem? Foi, entre 2014 e 2019, Presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal. E o que denunciou ele? Precisamente o mesmo que Augusto Baganha, ex-Presidente do IPDJ, na passada semana: que para certos governantes, “o Benfica está acima da lei” e que, como tal, não deve ser incomodado com determinados processos, mesmo que não respeite a lei que, claro está, não se aplica a um clube que “tem mais adeptos que a população de alguns países”, no dizer do ministro Tiago Brandão Rodrigues.
Atente-se no que diz Rogério Jóia sobre esta conversa que Augusto Baganha garante ter tido com o ministro Tiago Brandão Rodrigues e com o secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo: “Se o senhor primeiro-ministro quiser saber, que me chame, que eu digo-lhe olhos nos olhos. Digo-lhe com provas! Um governante não pode pensar nem dizer que uma instituição está acima da lei. (…) Isto para além de ser matéria de análise criminal, cheira-me mal. É repugnante e nojento. (…) Segundo me disseram, estavam várias testemunhas a ouvir, quer da Secretaria de Estado, quer da Administração Pública. Quanto às últimas, uma delas nunca se pronunciou sobre estes factos. A outra replicou para várias pessoas as conversas tidas pelo ministro e secretário de Estado e disse também que tinha medo de assumir estas conversas, porque tinha medo que, se o fizesse, pudesse perder o lugar de chefia de Divisão. Veja bem a gravidade disto. Ter medo de perder o lugar. (…) É tudo muito, muito grave. É que, infelizmente, o futebol e o COP mandam no país. (…) Quando isto for público, o ministro e o secretário de Estado terão de ser demitidos na hora. (…) Denunciei ao Ministério Público o caso de Caminha, quando ministro e secretário de Estado, alegadamente, disseram que há instituições que estão acima da lei. O resultado de tudo isto foi que não fui reconduzido. Isto éum sinal claro do Governo para qualquer dirigente da Administração Pública: caso esteja perante uma situação de corrupção não a deve denunciar. É um convite à cumplicidade com a corrupção. [António Costa] Não pode saber disto, porque isso era dar razão a quem diz que era o segundo ministro de engº José Sócrates. Por isso acredito que vai demitir o ministro da Educação e o secretário de Estado do Desporto. Se assim não for (…), como há dias nacionais para tudo, o primeiro-ministro podia criar um dia a favor da corrupção”.
Ora, um ano depois, foi a vez de Augusto Baganha, ex-presidente do IPDJ, dar a cara por estes acontecimentos. E, agora sim, parece que algumas pessoas acordaram para a realidade, aquela em que governantes o pressionaram para não aplicar penalizações ao Benfica por incumprimento da lei. “Houve pressões mais públicas e outras mais privadas. Pressões só para o Benfica, nunca para outros clubes”, garantiu.
O que estava em causa, neste processo, era a interdição do Estádio da Luz. Aliás, o Benfica já sofreu várias condenações de interdição do seu estádio, mas as mesmas acabaram sempre revertidas noutras instâncias. O que não é de estranhar, pois pelos vistos parte do próprio Governo o patrocínio da não aplicação da lei. Note-se que o primeiro-ministro António Costa (‘o António’, para Luís Filipe Vieira) chegou a dizer, em 2019, que a alteração à lei em causa (relacionada com Grupos Organizados de Adeptos, vulgo claques) tinha sido “feita para que clubes como o Benfica adequassem grupos de adeptos àquilo que são as claques. Os clubes têm de ser todos iguais e tem de haver uma legislação igual para todos”.
Palavras ocas, obviamente, porque depois da nova legislação tudo ficou igual e a reversão das penalizações continuaram. Como continuaram nos seus cargos os dois governantes que aceitam e publicitam o Benfica como instituição ‘acima da lei’.
O ‘sistema’ morreu. Viva o ‘polvo’!
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".