Clube
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
16 Nov 2020 | 17:47 | Por Redação
Quando nos primeiros anos deste século o presidente do Sporting, António Dias da Cunha, denunciou a existência de um conjunto de forças que ajudavam a ‘inclinar’ os campos de futebol onde jogavam as equipas da principal Liga, perguntaram-lhe por nomes, por órgãos da Liga ou FPF, perguntaram-lhe, enfim, que forças eram essas que impediam o Sporting de jogar com as mesmas armas. Dias da Cunha resumiu o esquema numa palavra: sistema. Ele sabia bem os nomes e conhecia-lhes os rostos. Contou com a ajuda de pessoas que nada tinham que ver com o Clube para entender a teia e as ‘aranhas’ que nela se deslocavam com o propósito único de se alimentar de uns para dar de comer a outros. Mas não os podia nomear. Uma coisa era saber o que tais pessoas faziam, outra bem diferente era prová-lo.
Para não variar, o líder do Sporting (como cerca de 10 anos viria a verificar-se com outro, Bruno de Carvalho) foi apelidado de incendiário, de alguém que apenas queria justificar insucessos desportivos recorrendo ao atirar de lama para cima de tudo e todos.
Não se passaram muitos anos entre a denúncia da existência de um ‘sistema’ e o processo conhecido como ‘Apito Dourado’, no qual ficou claro que Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, com o alto patrocínio de Valentim Loureiro, lutavam por uma posição de privilégio sobre o mundo da arbitragem, disciplina e justiça do futebol. Para não variar, neste país ‘faz-de-conta-que-existe-democracia-liberdade-e-justiça’ onde não faltam juízes a facilitar a vida dos escroques, todas as condenações acabaram revertidas anos mais tarde e, para efeitos de cadastro, nenhum crime foi cometido por dirigentes do FC Porto ou Boavista, tão-pouco Luís Filipe Vieira respondeu pela escolha de árbitros, bem plasmada num áudio muito célebre na altura.
De forma ingénua, o ‘país’ pensou que pelo menos o ‘Apito Dourado’ teria o efeito de colocar um ponto final neste tipo de esquemas, que dali em diante os dirigentes de futebol não mais tentariam construir redes de influência porque estavam sob a mira do Ministério Público. E no entanto, querem que comece por onde? Pelos vouchers? Pelo ‘mala ciao’?
Olhando hoje para os dias do ‘Apito Dourado’ verificamos que esse foi um esquema de meninos quando comparado com o ocorrido nos últimos 5 anos. Porque nesses dias do início do século havia um ‘sistema’ e na atualidade existe, um ‘polvo’. Pelo que nos tem sido dado a conhecer, já não é apenas o universo futebolístico da arbitragem, disciplina e justiça que está sob controlo, agora até membros do Governo surgem associados a este ‘polvo’.
Passou quase despercebida ao grande público uma entrevista de Rogério Jóia ao jornal ‘Record’ em 2019. Quem é o personagem? Foi, entre 2014 e 2019, Presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal. E o que denunciou ele? Precisamente o mesmo que Augusto Baganha, ex-Presidente do IPDJ, na passada semana: que para certos governantes, “o Benfica está acima da lei” e que, como tal, não deve ser incomodado com determinados processos, mesmo que não respeite a lei que, claro está, não se aplica a um clube que “tem mais adeptos que a população de alguns países”, no dizer do ministro Tiago Brandão Rodrigues.
Atente-se no que diz Rogério Jóia sobre esta conversa que Augusto Baganha garante ter tido com o ministro Tiago Brandão Rodrigues e com o secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo: “Se o senhor primeiro-ministro quiser saber, que me chame, que eu digo-lhe olhos nos olhos. Digo-lhe com provas! Um governante não pode pensar nem dizer que uma instituição está acima da lei. (…) Isto para além de ser matéria de análise criminal, cheira-me mal. É repugnante e nojento. (…) Segundo me disseram, estavam várias testemunhas a ouvir, quer da Secretaria de Estado, quer da Administração Pública. Quanto às últimas, uma delas nunca se pronunciou sobre estes factos. A outra replicou para várias pessoas as conversas tidas pelo ministro e secretário de Estado e disse também que tinha medo de assumir estas conversas, porque tinha medo que, se o fizesse, pudesse perder o lugar de chefia de Divisão. Veja bem a gravidade disto. Ter medo de perder o lugar. (…) É tudo muito, muito grave. É que, infelizmente, o futebol e o COP mandam no país. (…) Quando isto for público, o ministro e o secretário de Estado terão de ser demitidos na hora. (…) Denunciei ao Ministério Público o caso de Caminha, quando ministro e secretário de Estado, alegadamente, disseram que há instituições que estão acima da lei. O resultado de tudo isto foi que não fui reconduzido. Isto éum sinal claro do Governo para qualquer dirigente da Administração Pública: caso esteja perante uma situação de corrupção não a deve denunciar. É um convite à cumplicidade com a corrupção. [António Costa] Não pode saber disto, porque isso era dar razão a quem diz que era o segundo ministro de engº José Sócrates. Por isso acredito que vai demitir o ministro da Educação e o secretário de Estado do Desporto. Se assim não for (…), como há dias nacionais para tudo, o primeiro-ministro podia criar um dia a favor da corrupção”.
Ora, um ano depois, foi a vez de Augusto Baganha, ex-presidente do IPDJ, dar a cara por estes acontecimentos. E, agora sim, parece que algumas pessoas acordaram para a realidade, aquela em que governantes o pressionaram para não aplicar penalizações ao Benfica por incumprimento da lei. “Houve pressões mais públicas e outras mais privadas. Pressões só para o Benfica, nunca para outros clubes”, garantiu.
O que estava em causa, neste processo, era a interdição do Estádio da Luz. Aliás, o Benfica já sofreu várias condenações de interdição do seu estádio, mas as mesmas acabaram sempre revertidas noutras instâncias. O que não é de estranhar, pois pelos vistos parte do próprio Governo o patrocínio da não aplicação da lei. Note-se que o primeiro-ministro António Costa (‘o António’, para Luís Filipe Vieira) chegou a dizer, em 2019, que a alteração à lei em causa (relacionada com Grupos Organizados de Adeptos, vulgo claques) tinha sido “feita para que clubes como o Benfica adequassem grupos de adeptos àquilo que são as claques. Os clubes têm de ser todos iguais e tem de haver uma legislação igual para todos”.
Palavras ocas, obviamente, porque depois da nova legislação tudo ficou igual e a reversão das penalizações continuaram. Como continuaram nos seus cargos os dois governantes que aceitam e publicitam o Benfica como instituição ‘acima da lei’.
O ‘sistema’ morreu. Viva o ‘polvo’!
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 | Por Redação
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 | Por Redação
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31
Luís Montenegro faz figura deprimente no Parlamento e goza com o Sporting (vídeo)
09 Out 2026 | 13:04