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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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16 Nov 2020 | 17:47 |
Quando nos primeiros anos deste século o presidente do Sporting, António Dias da Cunha, denunciou a existência de um conjunto de forças que ajudavam a ‘inclinar’ os campos de futebol onde jogavam as equipas da principal Liga, perguntaram-lhe por nomes, por órgãos da Liga ou FPF, perguntaram-lhe, enfim, que forças eram essas que impediam o Sporting de jogar com as mesmas armas. Dias da Cunha resumiu o esquema numa palavra: sistema. Ele sabia bem os nomes e conhecia-lhes os rostos. Contou com a ajuda de pessoas que nada tinham que ver com o Clube para entender a teia e as ‘aranhas’ que nela se deslocavam com o propósito único de se alimentar de uns para dar de comer a outros. Mas não os podia nomear. Uma coisa era saber o que tais pessoas faziam, outra bem diferente era prová-lo.
Para não variar, o líder do Sporting (como cerca de 10 anos viria a verificar-se com outro, Bruno de Carvalho) foi apelidado de incendiário, de alguém que apenas queria justificar insucessos desportivos recorrendo ao atirar de lama para cima de tudo e todos.
Não se passaram muitos anos entre a denúncia da existência de um ‘sistema’ e o processo conhecido como ‘Apito Dourado’, no qual ficou claro que Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, com o alto patrocínio de Valentim Loureiro, lutavam por uma posição de privilégio sobre o mundo da arbitragem, disciplina e justiça do futebol. Para não variar, neste país ‘faz-de-conta-que-existe-democracia-liberdade-e-justiça’ onde não faltam juízes a facilitar a vida dos escroques, todas as condenações acabaram revertidas anos mais tarde e, para efeitos de cadastro, nenhum crime foi cometido por dirigentes do FC Porto ou Boavista, tão-pouco Luís Filipe Vieira respondeu pela escolha de árbitros, bem plasmada num áudio muito célebre na altura.
De forma ingénua, o ‘país’ pensou que pelo menos o ‘Apito Dourado’ teria o efeito de colocar um ponto final neste tipo de esquemas, que dali em diante os dirigentes de futebol não mais tentariam construir redes de influência porque estavam sob a mira do Ministério Público. E no entanto, querem que comece por onde? Pelos vouchers? Pelo ‘mala ciao’?
Olhando hoje para os dias do ‘Apito Dourado’ verificamos que esse foi um esquema de meninos quando comparado com o ocorrido nos últimos 5 anos. Porque nesses dias do início do século havia um ‘sistema’ e na atualidade existe, um ‘polvo’. Pelo que nos tem sido dado a conhecer, já não é apenas o universo futebolístico da arbitragem, disciplina e justiça que está sob controlo, agora até membros do Governo surgem associados a este ‘polvo’.
Passou quase despercebida ao grande público uma entrevista de Rogério Jóia ao jornal ‘Record’ em 2019. Quem é o personagem? Foi, entre 2014 e 2019, Presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal. E o que denunciou ele? Precisamente o mesmo que Augusto Baganha, ex-Presidente do IPDJ, na passada semana: que para certos governantes, “o Benfica está acima da lei” e que, como tal, não deve ser incomodado com determinados processos, mesmo que não respeite a lei que, claro está, não se aplica a um clube que “tem mais adeptos que a população de alguns países”, no dizer do ministro Tiago Brandão Rodrigues.
Atente-se no que diz Rogério Jóia sobre esta conversa que Augusto Baganha garante ter tido com o ministro Tiago Brandão Rodrigues e com o secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo: “Se o senhor primeiro-ministro quiser saber, que me chame, que eu digo-lhe olhos nos olhos. Digo-lhe com provas! Um governante não pode pensar nem dizer que uma instituição está acima da lei. (…) Isto para além de ser matéria de análise criminal, cheira-me mal. É repugnante e nojento. (…) Segundo me disseram, estavam várias testemunhas a ouvir, quer da Secretaria de Estado, quer da Administração Pública. Quanto às últimas, uma delas nunca se pronunciou sobre estes factos. A outra replicou para várias pessoas as conversas tidas pelo ministro e secretário de Estado e disse também que tinha medo de assumir estas conversas, porque tinha medo que, se o fizesse, pudesse perder o lugar de chefia de Divisão. Veja bem a gravidade disto. Ter medo de perder o lugar. (…) É tudo muito, muito grave. É que, infelizmente, o futebol e o COP mandam no país. (…) Quando isto for público, o ministro e o secretário de Estado terão de ser demitidos na hora. (…) Denunciei ao Ministério Público o caso de Caminha, quando ministro e secretário de Estado, alegadamente, disseram que há instituições que estão acima da lei. O resultado de tudo isto foi que não fui reconduzido. Isto éum sinal claro do Governo para qualquer dirigente da Administração Pública: caso esteja perante uma situação de corrupção não a deve denunciar. É um convite à cumplicidade com a corrupção. [António Costa] Não pode saber disto, porque isso era dar razão a quem diz que era o segundo ministro de engº José Sócrates. Por isso acredito que vai demitir o ministro da Educação e o secretário de Estado do Desporto. Se assim não for (…), como há dias nacionais para tudo, o primeiro-ministro podia criar um dia a favor da corrupção”.
Ora, um ano depois, foi a vez de Augusto Baganha, ex-presidente do IPDJ, dar a cara por estes acontecimentos. E, agora sim, parece que algumas pessoas acordaram para a realidade, aquela em que governantes o pressionaram para não aplicar penalizações ao Benfica por incumprimento da lei. “Houve pressões mais públicas e outras mais privadas. Pressões só para o Benfica, nunca para outros clubes”, garantiu.
O que estava em causa, neste processo, era a interdição do Estádio da Luz. Aliás, o Benfica já sofreu várias condenações de interdição do seu estádio, mas as mesmas acabaram sempre revertidas noutras instâncias. O que não é de estranhar, pois pelos vistos parte do próprio Governo o patrocínio da não aplicação da lei. Note-se que o primeiro-ministro António Costa (‘o António’, para Luís Filipe Vieira) chegou a dizer, em 2019, que a alteração à lei em causa (relacionada com Grupos Organizados de Adeptos, vulgo claques) tinha sido “feita para que clubes como o Benfica adequassem grupos de adeptos àquilo que são as claques. Os clubes têm de ser todos iguais e tem de haver uma legislação igual para todos”.
Palavras ocas, obviamente, porque depois da nova legislação tudo ficou igual e a reversão das penalizações continuaram. Como continuaram nos seus cargos os dois governantes que aceitam e publicitam o Benfica como instituição ‘acima da lei’.
O ‘sistema’ morreu. Viva o ‘polvo’!
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.