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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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24 Nov 2020 | 11:57 |
O processo Cashball não surgiu do nada. Foi, antes, uma ação muito específica, elaborada a partir da segunda semana de abril de 2018, com o propósito bem definido de tentar incriminar o Sporting e o seu Presidente por práticas… que o próprio Conselho Diretivo do Sporting ignorava.
Face ao resultado já conhecido do inquérito levado a cabo pela Polícia Judiciária, torna-se hoje clara a existência de um personagem que ligava os envolvidos na ação: César Boaventura.
Diretamente envolvidos nesta prática de conspiração: Paulo Farto da Silva (Boaventura conhecia-o e tinha com ele uma relação suficientemente próxima, ao ponto de lhe apresentar e recomendar o advogado Carlos Macanjo); João Gonçalves (ex-colaborador de César Boaventura numa empresa de agenciamento de jogadores).
Indiretamente envolvido: o advogado Carlos Macanjo, que Boaventura apresentou a Paulo Farto da Silva.
De forma clara e inequívoca, a PJ e o Ministério Público têm aqui o elo de ligação entre Paulo Silva, João Gonçalves e Carlos Macanjo: César Boaventura, o qual até fez questão de explicar à PJ do Porto o seu envolvimento no caso Cashball. Não no ponto operacional (o de aliciar árbitros de andebol e jogadores de futebol, sabe-se lá a mando de quem), mas no momento de tentar dar credibilidade a um assunto que seria público em poucos dias. Ou seja, o advogado Carlos Macanjo solicitou a Boaventura (diz ele…) a publicação de um texto na página deste do Facebook, no qual colocaria em causa a honra e o bom nome de André Geraldes (diretor do futebol do Sporting), insinuando a tentativa de aliciamento a jogadores do Vitória de Guimarães. Segundo o mesmo Boaventura, o texto teria sido escrito por Macanjo. O que pretenderia o advogado com esta manobra? Fácil. Quatro dias antes (7 maio 2018) o seu cliente, Paulo Farto da Silva, concedera uma entrevista ao Correio da Manhã, supostamente a denunciar a prática criminosa de André Geraldes em nome do Sporting. Antes dessa entrevista conhecer a luz do diz (15 maio 2018), uma primeira acusação (11 maio 2018) iria dar maior credibilidade ao segundo ‘ataque’, este já a ser desferido por um órgão de Comunicação Social. Boaventura não publicou este texto de forma inocente. Ele estava ao corrente de tudo o que Paulo Silva fizera, sabia inclusivamente da entrevista dada ao CM.
Da análise ao inquérito da PJ ressalta ainda outra questão curiosa: o próprio Correio da Manhã foi apanhado de surpresa quando Paulo Farto da Silva contacta uma jornalista desse jornal, a 7 de maio, e lhe diz que quer dar a entrevista nesse mesmo dia. Ou seja, a ‘negociação’ da entrevista estava previamente acertada (20 mil euros por aquilo que denunciasse e que envolvesse o futebol do Sporting; 10 mil euros por aquilo que denunciasse e envolvesse o andebol do Sporting), mas não agendada. Percebe-se que Paulo Silva mostrava pressa em colocar o assunto na agenda pública. Mas… se toda a acção (conversa com um jogador e dois árbitros) decorreu na época 16/17, porquê esperar um ano para fazer a denúncia?
As motivações e os ‘timmings’ de Paulo Farto da Silva talvez venham a ser conhecidas no decorrer do processo que se segue, já que desta marosca ele saiu como o único arguido. Esperemos que em sede de tribunal seja possível fazer-se alguma luz sobre tudo isto.
Mas o próprio César Boaventura, cujas ligações ao ex-diretor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves (processo e-toupeira), também ficam claras nesta inquirição da PJ, só poderá passar ao lado de todo este processo judicial se, na verdade, uma vez mais se demonstrar que a Justiça em Portugal está refém de interesses políticos e clubísticos.
Factualmente, André Geraldes e o outro funcionário do Sporting não foram pronunciados, ou seja, acabaram ilibados, tal como João Gonçalves, de um processo que assentava em supostas mensagens trocadas por Whatsapp e que estavam no computador de Paulo Silva no formato ‘txt’, o que desde logo as devia desqualificar como credíveis (até porque não foram vistas pela PJ em nenhum telemóvel dos implicados). Mais: os ficheiros originais foram alterados em abril, cerca de um mês antes da entrevista, o que pode indiciar manipulação de textos por forma a aliciar o jornalista com uma pepita de ouro que não passava de um pedaço de ferro pintado em tons de dourado.
Enquadrado o ardil, levantemos agora algumas questões:
André Geraldes e um outro funcionário do Sporting tinham ‘criado’ um suposto esquema de corrupção para beneficiar as equipas leoninas de andebol e futebol à revelia de todos os elementos do Conselho Diretivo e da Comissão Executiva da SAD? É que a Polícia Judiciária não inquiriu, fosse em que momento ou qualidade, Presidente ou vice-presidentes do Clube. Não é estranho? Mesmo que todos afirmassem desconhecer a prática que era imputada a Geraldes, pelo menos isso ficava registado. Num caso envolvendo um outro clube (o Benfica) foi assim que se procedeu.
Serviria a acusação do processo Cashball de linha orientadora para o que meses depois seria a acusação do processo e-toupeira, ilibando Clube e acusando apenas o funcionário (Paulo Gonçalves), aceitando que os dirigentes de nada sabiam (mas pelo menos foram ouvidos…)? Dessa forma ninguém poderia acusar a Justiça de pesos e medidas diferentes… porque nem Sporting nem Benfica tinham sido pronunciados. Só que Geraldes foi ilibado e Paulo Gonçalves vai responder em tribunal. E isso faz toda a diferença.
E porque não se pronunciou o atual Conselho Diretivo do Sporting acerca desta ação maquiavélica que serviu apenas para tentar manchar a honra e o nome do Sporting Clube de Portugal, seus ex-dirigentes e ex-funcionários? Porque o Sporting ainda não foi notificado, como disse Miguel Braga, responsável pela comunicação? Bom, ou Miguel Braga foi enganado por quem lhe encomendou a desculpa ou então produziu-a da sua própria cabeça e atirou-se para fora de pé, comentando o que ignora. É que o Sporting não foi, não será, nem pode ser notificado por um processo em que não é arguido nem assistente, ou seja, não é parte envolvida ou interessada.
Sobre esta matéria, qualquer comentário oficial do Sporting será incómodo para Frederico Varandas. Porque foi ele o primeiro, a 26 de maio de 2018, ainda na qualidade de candidato a umas eleições que nem se sabia se iriam existir (a AG de destituição só foi agendada a 28 de maio de 2018…), a dar credibilidade ao processo Cashball, dizendo não acreditar em teorias de conspiração. Pior, a declaração surge em resposta a uma questão muito específica do jornalista do Expresso, sobre a ação de Bruno de Carvalho, ou seja, de forma clara Varandas não ilibava o então Presidente do processo Cashball, antes levantava a séria possibilidade de ele estar envolvido. Na ocasião, esse era o interesse de Varandas, implicar o ainda Presidente em tudo (de resto, continuou a fazê-lo depois de eleito). Desportivamente, o Sporting até poderia sair penalizado, nomeadamente com a perda do título de andebol, (só foi ilibado um mês depois) mas o que importava isso?
A armadilha que veio a ficar conhecida como Cashball começou a ser montada, na sua forma final, na segunda semana de abril de 2018. Demorou um mês a passar da teoria à prática. E os seus autores acreditaram que seria o suficiente para dar início a um processo que terminaria com o afastamento de Bruno de Carvalho da presidência do Sporting Clube de Portugal nos meses seguintes. Ligar a invasão à Academia a este acontecimento não faz qualquer sentido, porque o Cashball já estava em andamento e com data programada para ‘explodir’, antes mesmo de o Sporting jogar com o Marítimo no Funchal. E se o Sporting vencesse o Marítimo a invasão do dia 15 de maio de 2018 nunca teria acontecido.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."